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Q1008393 Medicina
Mulher de 32 anos portadora de Lúpus Eritematoso Sitêmico com quadro clínico de síndrome nefrótica e biopsia renal compatível com glomerulonefrite proliferativa difusa deve ser tratada com:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o tratamento da nefrite lúpica proliferativa difusa, uma manifestação grave do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). O entendimento correto do tema exige conhecimento sobre abordagens terapêuticas para lesão renal no LES – especialmente os regimes de indução para glomerulonefrite classes III/IV.

Justificativa para a alternativa correta (E): Prednisona e ciclofosfamida é o regime preconizado para a indução do tratamento da glomerulonefrite proliferativa difusa no LES. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde:
“O tratamento da nefrite lúpica envolve o uso de glicocorticoide e outros imunossupressores (...) Pacientes com nefrite proliferativa devem ser tratados com glicocorticoide em doses altas (...) e ciclofosfamida em esquema intravenoso.”
Essa associação visa controlar rapidamente a inflamação e preservar a função renal.

Análise das alternativas incorretas:

A) Micofenolato e rituximabe: O micofenolato é alternativa válida à ciclofosfamida para indução, porém o rituximabe é reservado para casos refratários segundo as diretrizes; não é recomendado na primeira linha de indução.

B) Azatioprina em monoterapia: Azatioprina é usada na manutenção da remissão, não como agente isolado na indução de quadros graves e ativos.

C) Prednisona e azatioprina: Embora prednisona seja correta, a azatioprina, sozinha, é insuficiente para quadros proliferativos difusos. Azatioprina é opção para manutenção, não para indução agressiva.

D) Prednisona e metotrexate: Metotrexate não é indicado para nefrite lúpica, servindo apenas para manifestações articulares e cutâneas leves do LES.

Estratégia de prova e pegadinhas: Observe que o enunciado detalha “glomerulonefrite proliferativa difusa” e "síndrome nefrótica", indicando gravidade e risco. Nessas situações, imunossupressão agressiva é mandatória! Atenção: opções como monoterapia ou manutenção não resolvem quadros graves. Pegadinhas costumam aparecer propondo drogas de uso restrito em outras fases ou condições.

Diretrizes e evidências: Conforme o Projeto Diretrizes AMB/CFM: “Para pacientes com glomerulonefrite proliferativa, o glicocorticoide em dose alta e a ciclofosfamida são o tratamento de escolha da indução.” Obras de referência como o Brasileiro de Reumatologia e Harrison corroboram esse manejo.

Resumo: A associação de prednisona e ciclofosfamida é a conduta respaldada por diretrizes nacionais e internacionais para nefrite lúpica proliferativa difusa.

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A resposta correta para tratar uma mulher de 32 anos portadora de Lúpus Eritematoso Sitêmico com quadro clínico de síndrome nefrótica e biopsia renal compatível com glomerulonefrite proliferativa difusa é a alternativa E - Prednisona e ciclofosfamida. A glomerulonefrite proliferativa difusa é uma complicação comum em pacientes com LES, e o tratamento envolve imunossupressores para reduzir a inflamação e minimizar os danos aos rins. A ciclofosfamida é um agente imunossupressor amplamente utilizado na terapia de indução da glomerulonefrite lúpica. A prednisona também é administrada em conjunto com a ciclofosfamida para reduzir a inflamação e melhorar a função renal. Desta forma, a resposta E é a mais adequada para o tratamento dessa condição.

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