Durante a realização de uma ultrassonografia transvaginal, a...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B - a distância entre a reflexão do peritônio no fundo de saco de Douglas e a borda anal mede, em média, de 7 a 9 cm.
1. Tema central e relevância:
Esta questão aborda anatomia pélvica feminina aplicada ao exame de ultrassonografia transvaginal, especialmente na avaliação de endometriose intestinal. O conhecimento preciso dos marcos anatômicos é fundamental para fornecer informações cirúrgicas importantes, como a distância da lesão até a borda anal.
2. Resumo teórico:
O fundo de saco de Douglas (ou escavação retouterina) é a porção mais inferior da cavidade peritoneal entre o útero e o reto. A reflexão peritoneal nesta região cria um ponto de referência importante, pois está próxima do reto e acima da borda anal. Estimar a distância entre esse ponto e o ânus é essencial em casos de endometriose profunda, pois orienta o planejamento cirúrgico e o risco de envolvimento do reto baixo.
Fontes: Moore & Dalley – Anatomia Orientada para a Clínica, Protocolos de ultrassonografia pélvica (FEBRASGO).
3. Justificativa da alternativa correta:
A ultrassonografia transvaginal utiliza a reflexão do peritônio no fundo de saco de Douglas como parâmetro anatômico para estimar a distância da lesão ao ânus. Em média, esta distância é de 7 a 9 cm, valor amplamente aceito em literatura médica e essencial para orientar os cirurgiões.
4. Por que as outras alternativas estão incorretas:
- A: A distância do meato vesical à borda anal não é parâmetro anatômico utilizado na avaliação de lesão intestinal por endometriose e apresenta valor irreal (2-3 cm é incorreto).
- C: A posição do paramétrio em relação ao fundo uterino não é relevante para estimar distância de lesão intestinal à borda anal.
- D: A distância entre a serosa do fundo uterino e o orifício externo do colo diz respeito à anatomia uterina, não à relação com o reto ou ânus.
- E: A inserção dos ligamentos uterossacrais na face posterior do colo uterino é um dado anatômico, mas não serve para estimativa da distância da lesão intestinal ao ânus.
5. Estratégias de interpretação:
Procure sempre identificar qual parâmetro anatômico tem relação direta com o órgão alvo (nesse caso, o reto) e desconfie de alternativas que tragam dados anatômicos irrelevantes ou valores incompatíveis com a anatomia real. Fique atento a detalhes sobre função e localização dos marcos anatômicos.
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