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Q1825107 Medicina
Homem, 32 anos de idade, foi submetido a cirurgia bariátrica por obesidade mórbida. O procedimento realizado foi Bypass gástrico em Y de Roux. Evoliu com disfagia 9 meses após a cirurgia. Realizou EDA que mostrou diâmetro da anastomose de 7 mm, impedindo a passagem do aparelho. Assinale a alternativa correta com relação a este tipo de complicação da cirurgia realizada.
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Tema central: Estenose da anastomose gastrojejunal após bypass gástrico em Y de Roux

Após a cirurgia bariátrica tipo bypass, uma das complicações possíveis é a estenose anastomótica, caracterizada pela redução do diâmetro na anastomose entre estômago e jejuno, levando a sintomas como disfagia, náuseas e vômitos. Neste caso, o paciente evoluiu com disfagia significativa, evidenciando estenose (anastomose com apenas 7 mm de diâmetro impede a passagem do endoscópio).

Justificativa da alternativa correta (B):
“A taxa de sucesso do tratamento endoscópico desta complicação é de 95 a 100%.”
O tratamento de escolha é a dilatação endoscópica com balão hidrostático. Conforme literatura atualizada e consenso das principais sociedades, a taxa de sucesso pode ultrapassar 95% dos casos (ex: “Dilatação endoscópica é eficaz e segura, com sucesso clínico em torno de 95%”, Revista ABCD). Isso demonstra que é uma intervenção padrão, com altas chances de resolução dos sintomas e baixo risco.

Crítica das alternativas incorretas:

A) Incidência de 1 a 3% — Incorreta. A incidência varia de 3 a 20%, e muitos centros referem algo em torno de 5-15%.
C) Ocorre 1 a 2 anos após a cirurgia — Incorreta. O comum é apresentar-se em 3 a 6 semanas após o procedimento, sendo considerada uma complicação precoce e não tardia.
D) Quando o diâmetro chega a 12 mm — Incorreta. Os sintomas surgem quando a anastomose é menor que 10 mm; acima desse valor, o paciente tende a ser assintomático.
E) A maioria dos pacientes são assintomáticos — Falso. Sintomas são frequentes — disfagia, vômitos e perda ponderal não-intencional são comuns.

Dica de prova: Atenção a pegadinhas de faixa de valores e temporalidade! Termos como “1 a 2 anos” ou “maioria assintomática” costumam induzir ao erro. Priorize diretrizes e evidências atuais na sua argumentação.

Referências para aprofundamento:
- UpToDate: Management of complications after Roux-en-Y gastric bypass
- Revista ABCD: “Complicações cirúrgicas tardias após Bypass Gástrico em Y de Roux”
- Livro: “Harrison’s Principles of Internal Medicine", 20ª edição

Resumo-prático: A estenose anastomótica após bypass gástrico é tratada preferencialmente por dilatação endoscópica e tem taxa de sucesso muito elevada — justamente o foco da alternativa correta.

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Comentários

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A alternativa correta é a letra B: a taxa de sucesso do tratamento endoscópico da estenose anastomótica após cirurgia bariátrica é de 95 a 100%. A estenose anastomótica é uma complicação comum após cirurgia bariátrica e ocorre quando a anastomose, que é a ligação entre o estômago e o intestino delgado, se torna estreita, impedindo que os alimentos passem normalmente. No caso descrito na questão, a disfagia apresentada pelo paciente é um sinal de que a anastomose está estreita. O tratamento pode ser endoscópico, utilizando dilatação da anastomose com balão ou stent, e apresenta alta taxa de sucesso. A incidência de estenose anastomótica após cirurgia bariátrica é alta, chegando a cerca de 5 a 15% dos pacientes.

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