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Q1825100 Medicina
O grau da seguinte lesão ulcerada péptica gastroduodenal, segundo a classificação de Sakita, é: Úlcera gástrica com depósito de fibrina clara e limpa. Margem pouco edemaciada e hiperemiada. Discreta regeneração epitelial ou convergência de pregas.
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Tema central: Esta questão envolve a Classificação de Sakita, usada para estadiar úlceras pépticas gastroduodenais durante a endoscopia, fundamental para determinar o manejo clínico e prognóstico do paciente.

Análise da descrição clínica: O quadro apresentado – depósito de fibrina clara e limpa, margem pouco edemaciada e hiperemiada e discreta regeneração epitelial ou convergência de pregas – é típico da fase ativa tardia segundo Sakita (A2), indicando que a lesão já está em processo de redução da agressão inicial e início da reorganização tecidual.

Justificativa da alternativa correta (B) A2: Segundo a referência técnica, na fase A2 a úlcera exibe base recoberta por espessa camada de fibrina clara e limpa, com borda regular, menos tumefeita e discreta convergência de pregas. A diferença para a fase anterior (A1) está justamente no aspecto da fibrina (limpa, sem restos necróticos) e da borda (menos inflamada). Assim, a alternativa B é a correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) H1: Fase de cicatrização mais adiantada, onde a base está com fina camada de fibrina e há marcada convergência de pregas. Não condiz com fibrina espessa da descrição.
  • C) H2: Cicatrização ainda mais avançada, com a base quase sem fibrina e intensa convergência de pregas – não corresponde à descrição da fase ativa.
  • D) S1: Cicatriz vermelha, já sem fibrina e com depressão avermelhada – quadro de reepitelização, diferente da úlcera ativa com fibrina.
  • E) A1: Característica de fase ativa inicial, com fibrina espessa, possivelmente hematina, restos necróticos e bordas tumefeitas/enantematosas – quadro mais inflamado e agudo do que o descrito.

Estratégias de prova: Atenção aos adjetivos como “clara e limpa” versus “hematina/restos necróticos”. A descrição da convergência de pregas também guia o candidato para o início de cicatrização, porém, a presença significativa de fibrina reforça a classificação como A2.

Referências: Conforme os manuais gastroenterológicos e os protocolos nacionais, como o “Manual de Endoscopia Digestiva” e revisões do UpToDate, a Classificação de Sakita é a mais aceita para estadiamento endoscópico das úlceras gastroduodenais (Manual de Gastroenterologia, Maluf-Filho et al., p. 220).

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A classificação de Sakita é usada para descrever o grau de gravidade de úlceras pépticas gastroduodenais. A lesão ulcerada descrita no enunciado apresenta um depósito de fibrina clara e limpa, margem pouco edemaciada e hiperemiada, além de discreta regeneração epitelial ou convergência de pregas. De acordo com a classificação de Sakita, essa lesão é classificada como A2, que indica uma lesão ulcerada superficial com bordas edemaciadas e hiperemiadas. Portanto, a alternativa correta é B. É importante o conhecimento dessa classificação para o diagnóstico, tratamento e prognóstico das úlceras pépticas.

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