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Q1825090 Medicina
Homem, 37 anos de idade, com queixa de dispepsia, realizou EDA que revelou esofagite erosiva grau A de Los Angeles e lesão com 4,5 cm de diâmetro, elevada, protusa, recoberta por mucosa de aspecto normal, com consistência fibroelástica, a cerca de 35 cm da arcada dentária superior (ADS). Realizou US endoscópico que mostrou lesão hipoecoica, em camada muscular própria, com ecotextura homogênea, bordos regulares, bem definidas e circunscritas. Realizou PAAF. O anatomopatógico diagnosticou leiomioma. Com relação ao tumor nesse caso clínico, é correto afirmar:
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Tema central: Leiomioma esofágico

O caso descreve um paciente com dispepsia e achado de leiomioma esofágico de 4,5 cm diagnosticado por US endoscópico e confirmado por PAAF. Leiomiomas são os tumores benignos mais comuns do esôfago, frequentemente descobertos de forma incidental, porém podem causar sintomas quando aumentam de tamanho ou comprimem a luz esofágica.

Justificativa da alternativa correta (A):

A enucleação cirúrgica deve ser indicada. O consenso das melhores práticas aponta que, para lesões sintomáticas e/ou maiores que 2 cm, a enucleação cirúrgica é o tratamento de eleição, pois é curativa, preserva o órgão e apresenta baixa taxa de complicações (Revista de Medicina USP, 2022). O procedimento é realizado por técnica minimamente invasiva (videotoracoscópica ou laparoscópica) na maioria dos centros.

Análise das alternativas incorretas:

B) Ressecção endoscópica pode ser considerada apenas para tumores muito pequenos e superficiais, localizados na submucosa. O caso descrito é típico de tumor da muscular própria, dificultando a técnica endoscópica e aumentando riscos de perfuração.

C) Esofagectomia é reservada para tumores malignos ou situações excepcionais de complicação local. Não é indicada para tumores benignos pela alta morbidade desnecessária.

D) Acompanhamento anual pode ser aceitável em lesões pequenas e assintomáticas. Contudo, neste caso, temos sintomatologia e uma lesão > 4,5 cm, o que favorece a indicação cirúrgica.

E) Imatinib é droga para tratamento de GIST (tumor estromal gastrointestinal), que são lesões malignas, não indicadas para leiomiomas, que são benignos.

Estratégia para provas: Fique atento a diagnósticos diferenciais (leiomioma x GIST), ao tamanho da lesão e à sintomatologia: são os elementos-chave para conduta adequada. Palavras como "muscular própria", "lesão >2 cm" e "assintomática ou sintomática" ajudam a direcionar a melhor conduta.

Resumindo: Para leiomioma >2 cm e/ou sintomático, a enucleação cirúrgica é o padrão-ouro.

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Comentários

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O caso clínico apresentado indica a presença de um leiomioma esofágico, um tumor benigno que se origina do tecido muscular liso. Como a lesão é circunscrita e bem definida, a enucleação cirúrgica é a conduta mais adequada, sendo indicada para a remoção do tumor. A ressecção endoscópica não é recomendada nesse caso, já que o tamanho da lesão é maior que 2 cm e a ressecção endoscópica seria necessária em pedaços menores, o que aumentaria o risco de recorrência. A esofagectomia com margem cirúrgica de pelo menos 2 cm é uma conduta exagerada para esse tipo de lesão e poderia ser indicada apenas em casos de malignidade ou quando a remoção cirúrgica não é possível. O acompanhamento anual por EDA ou US endoscópico não é a conduta mais adequada, já que a lesão é sintomática e pode aumentar de tamanho ou se tornar maligna. O Imatinib não é indicado para o tratamento de leiomiomas esofágicos.

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