Sobre a avaliação da febre reumática tem-se o seguinte:
Gabarito comentado
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Gabarito Comentado: Febre Reumática – Avaliação Clínica
Tema central: A questão aborda aspectos clínicos e diagnósticos da febre reumática, doença autoimune inflamatória secundária à infecção por estreptococo beta-hemolítico do grupo A, frequentemente acometendo crianças e adolescentes. O foco aqui é identificar manifestações típicas e atípicas, especialmente em relação ao envolvimento cardíaco.
Justificativa – Alternativa Correta (A):
O envolvimento pericárdico é incomum. Isso é correto. A cardite reumática acomete prioritariamente o endocárdio, sobretudo as valvas mitral e aórtica. O pericárdio pode até ser envolvido, mas de modo leve, transitório e raramente predominante. Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da Febre Reumática, “o envolvimento pericárdico, quando ocorre, geralmente é discreto e autolimitado”. Manifestação importante ocorre principalmente em formas graves ou agudas.
Análise das Alternativas Incorretas:
B) a elevação da proteína-C reativa persiste por meses após a fase aguda da doença.
FALSO. A proteína C-reativa (PCR) é marcador inflamatório de fase aguda. Seus níveis normalizam poucas semanas após resolvida a inflamação. Não é esperado que permaneça elevada por meses. Segundo as Diretrizes, “os marcadores de fase aguda tendem a se normalizar após o controle do processo ativo”.
C) a coreia de Sydenham ocorre com mais frequência em adultos.
FALSO. A coreia de Sydenham é típica em crianças/adolescentes, especialmente meninas. É rara em adultos. O conhecimento epidemiológico é essencial para não errar tal alternativa em provas (“a coreia ocorre em crianças, raramente em adultos” – Diretrizes Brasileiras, seção manifestações clínicas).
D) na cardite subclínica é encontrado IC leve, cardiomegalia discreta e prolongamento do intervalo PR.
FALSO. Na cardite subclínica, o exame cardiovascular é normal (exceto possibilidade de prolongamento do PR). Insuficiência cardíaca e cardiomegalia não são achados, pois nestes casos há manifestações clínicas evidentes. (Tabela 3, Diretrizes Brasileiras)
Estratégia para provas: Fique atento aos termos “comum”, “persistente”, “frequente”. Muitas bancas trabalham com essas pegadinhas e com epidemiologia básica aplicada à clínica.
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