A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) mantém-se como a d...
I. Metade dos casos diagnosticados como PAC inexistem em nosso meio. A maior dificuldade diagnóstica reside na interpretação da radiografia por não especialistas. II. A classificação em padrões radiológicos (lobar, broncopneumônico e intersticial) é de utilidade quanto à predição do agente causal, sendo possível através dela a distinção de grupos de agentes (bacterianos e não bacterianos). III. No caso de derrame pleural com altura superior a 5cm, ou no caso de derrame loculado, deve-se considerar a realização de toracocentese para excluir o diagnóstico de empiema ou de derrame parapneumônico complicado. IV. A presença de cavidade sugere etiologia por anaeróbios, Staphylococcus aureus e eventualmente bacilos gram-negativos. A tuberculose deve ser sempre pesquisada nesses casos.
Estão corretas apenas as afirmativas
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Tema central: O diagnóstico radiológico da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é fundamental para confirmação clínica, avaliação da extensão da doença e detecção de complicações. Saber interpretar as imagens é essencial para a conduta correta, principalmente em serviços de saúde pública.
Justificativa para a alternativa correta (D):
Afirmativa I: Está correta. Como destacado nas Diretrizes Brasileiras, "a maior dificuldade diagnóstica reside na interpretação da radiografia por não especialistas", o que pode acarretar erros de diagnóstico e conduta.
Afirmativa III: Correta. Segundo recomendações clínicas, derrame pleural com altura superior a 5 cm ou loculado exige toracocentese para avaliar empiema ou derrame parapneumônico complicado. Isso é reforçado pelo manejo sugerido no Ministério da Saúde e sociedades científicas, tornando esta conduta padrão para evitar complicações graves.
Afirmativa IV: Correta. A presença de cavitação pulmonar realmente sugere infecção por anaeróbios, Staphylococcus aureus e bacilos gram-negativos. A tuberculose deve ser sempre considerada no diagnóstico diferencial destes pacientes, conforme destacado tanto nas Diretrizes quanto em manuais de referência como o “Harrison's Principles of Internal Medicine”.
Análise da afirmativa incorreta (II):
A classificação radiológica (lobar, broncopneumônico, intersticial) não é suficiente para predizer com precisão o agente etiológico apenas pela imagem. Precisamos associar dados clínicos e laboratoriais. Isso é explícito nas Diretrizes Brasileiras e reforçado por artigos científicos (UpToDate, Pneumonia Guidelines). Em concursos, fique atento a esse tipo de pegadinha: a radiografia sugere, mas não determina o agente causal.
Estratégia de prova: Observe afirmações absolutas (“é possível distinguir...”), pois frequentemente indicam erros conceituais. Pegadinhas também aparecem na falsa presunção de que o achado radiológico define o agente: relembre sempre que na prática, a decisão é clínica-radiológica-laboratorial.
Resumo: Segundo as diretrizes e literatura, estão corretas as afirmativas I, III e IV, tornando correta a alternativa D.
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