O envolvimento pulmonar na Esclerose Sistêmica (ES) ou Escle...

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Q737255 Medicina
O envolvimento pulmonar na Esclerose Sistêmica (ES) ou Esclerodermia pode manifestar-se como Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), sendo observada em 5% a 50% dos pacientes, dependendo do método utilizado para a investigação, podendo ser um achado isolado ou estar associada à fibrose pulmonar. Sobre a HAP na esclerose sistêmica, assinale a alternativa incorreta.
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Tema central: O foco da questão é a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) associada à Esclerose Sistêmica (ES), particularmente suas manifestações clínicas, critérios diagnósticos e manejo farmacológico.

Justificativa da alternativa incorreta (B): A evolução clínica da HAP em pacientes com ES é tipicamente insidiosa. Os sintomas, como dispneia aos esforços e fadiga, progridem lentamente, muitas vezes ao longo de meses ou anos. A insuficiência cardíaca direita se desenvolve em estágios avançados, raramente tendo início de forma abrupta. Descrições de evolução aguda e dispneia rapidamente progressiva são incompatíveis com o padrão típico dessa complicação.

Conforme apontam as principais diretrizes e revisões (PDTD HAP/MS 2022, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine), a apresentação insidiosa é uma das causas de atraso diagnóstico da HAP na ES. Portanto, a alternativa B está incorreta por atribuir evolução aguda a um quadro classicamente crônico, prejudicando o reconhecimento precoce da doença.

Análise das demais alternativas:

A) Correta. Bosentana é realmente o principal antagonista de endotelina aprovado para ES e HAP, agindo nos receptores ETA e ETB, com dose usual de 125-250mg/dia. (PCDT HAP/MS, p.16)

C) Correta. Embora a definição formal de HAP envolva PSAP superior a 40mmHg, valores limítrofes (31-40mmHg) requerem monitoração estreita pois representam risco aumentado de evolução e pior prognóstico, conforme os protocolos nacionais.

D) Correta. O treprostinil, análogo da prostaciclina, é reconhecidamente eficaz na HAP secundária a doenças do tecido conjuntivo, melhorando tolerância ao exercício, dispneia e parâmetros hemodinâmicos. Citado em ensaios clínicos e em diretrizes (UpToDate, PCDT HAP/MS).

Estratégia para a prova: Atenção ao termo "evolução aguda", pois a naturalidade do quadro na HAP da ES é crônica. Pegadinhas comuns incluem inverter tempos de evolução (agudo x crônico) ou exagerar sintomas iniciais.

Resumo das Normativas Oficiais: Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hipertensão Arterial Pulmonar do Ministério da Saúde, “a HAP em ES se caracteriza por manifestação progressiva, com sintomas inicialmente leves que progridem de forma gradativa.” (PCDT HAP/MS, p.11)

Conclusão: A alternativa B está incorreta por descrever incorretamente a evolução clínica da HAP na ES.

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Comentários

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A alternativa incorreta é a letra A. Embora a Bosentana seja um antagonista da endotelina aprovado para uso na ES, essa não é a única opção de tratamento para HAP na doença. Existem outras classes de medicamentos que também podem ser utilizadas, como inibidores de fosfodiesterase-5 e análogos de prostaciclina, por exemplo. É importante salientar que o tratamento deve ser individualizado e adequado a cada caso, levando em consideração as particularidades de cada paciente.

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