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Q474726 História
Sobre a Força Pública na Primeira República brasileira, assinale a alternativa correta.
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Tema central da questão: A questão aborda o papel da Força Pública durante a Primeira República no Brasil, um período que vai de 1889 a 1930. Esse tema é relevante porque a organização militar e policial foi crucial para o controle e a manutenção da ordem pública nesse período de transição e formação da república brasileira.

Base teórica: A Força Pública, particularmente em estados como São Paulo, teve um papel importante na política da Primeira República. Ela funcionava tanto como uma força de segurança interna quanto como uma milícia estadual, reforçando os interesses locais e regionais em um período marcado por disputas políticas intensas e frequentes revoltas.

Alternativa correta: D - A Força Pública em São Paulo, ao longo da Primeira República, se constituiu como um pequeno exército, o que de fato incrementava o poder político do estado no plano nacional. Este poder era um reflexo do potencial militar e econômico paulista, que foi central para os eventos políticos da época, como a Revolução de 1924 e a Revolução Constitucionalista de 1932.

Análise das alternativas incorretas:

A - A Força Pública não era uma força despreparada e destreinada. Na verdade, em estados como São Paulo, ela era bem organizada e equipada, contando com um efetivo maior do que apenas 2.000 homens.

B - Ao contrário do que sugere a alternativa, a Força Pública participou de grandes campanhas, incluindo revoltas importantes e intervenções políticas locais durante a Primeira República.

C - A Força Pública já era conhecida por este nome antes do final da década de 1920. O nome "Força Pública" já era utilizado desde o final do século XIX.

E - A Força Pública não era institucionalmente ligada ao Exército Brasileiro da forma descrita. Ela operava mais como uma milícia estadual, com certa independência do Exército, embora houvesse influências e trocas em termos de treinamento e doutrina.

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políticos paulistas sabiam do risco de tentativas de intromissão na gestão econômica e social desenvolvida, sobretudo por meio de intervenções do Exército Brasileiro, que poderia restabelecer o modelo centralizador e burocrático. Dessa forma, a grande agilidade econômica pela qual São Paulo passava seria prejudicada, principalmente, no tangente à expansão cafeeira. A Força Pública deveria ser um pequeno exército paulista, ou seja, uma força de polícia em condições de desempenhar o papel de defesa territorial, para assegurar os interesses do Estado

a Constituição de 1891 deu tanta autonomia para os estados que os mais ricos (como São Paulo e Minas Gerais) criaram verdadeiros "exércitos estaduais" para se protegerem e garantirem o seu poder político contra o governo federal. Esses exércitos estaduais eram chamados de Força Pública (que hoje são as nossas Polícias Militares).

A Força Pública de São Paulo, especificamente, era gigantesca, ultra-equipada (tinha até aviação e artilharia pesada) e servia para peitar o governo federal se fosse preciso.

  • A está incorreta porque a Força Pública de São Paulo era extremamente bem treinada, disciplinada por missões militares francesas (antes mesmo do próprio Exército Brasileiro) e contava com um efetivo imenso, muito superior a 2.000 homens.
  • B está incorreta porque ela participou ativamente de quase todas as grandes campanhas militares do período, como a derrubada de presidentes, a contenção de revoltas tenentistas (em 1922 e 1924) e o combate à Coluna Prestes.
  • C está incorreta porque o nome "Força Pública" já era amplamente utilizado bem antes do final da década de 1920 para designar o corpo militarizado do estado.
  • D está correta (Gabarito) porque ela se constituiu exatamente como um pequeno exército. Era o braço armado do Partido Republicano Paulista (PRP). Se o presidente da República tentasse intervir em São Paulo, os paulistas tinham força militar própria para resistir.
  • E está incorreta porque ela não era ligada institucionalmente ao Exército Brasileiro. Ela era subordinada diretamente ao Governador do Estado (Presidente do Estado, como se chamava na época). Essa independência total é que explicava a sua força, funcionando como uma rival institucional do Exército Federal.

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