Paciente de 3 anos de idade apresenta, após episódio de vias...
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Tema central:
A questão aborda o diagnóstico diferencial das dermatoses em crianças pequenas, com foco na Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica (SPEE). O reconhecimento correto depende da associação entre sintomas clínicos, achados histopatológicos e conhecimento das principais etiologias.
Justificativa da alternativa correta (D):
A SPEE é provocada por toxinas exfoliativas do Staphylococcus aureus, que induzem clivagem intraepidérmica alta, aspecto patognomônico. Tipicamente, o quadro inicia com eritema, frequentemente em áreas periorais e dobras, evoluindo com dor intensa e descolamento da epiderme (sinal de Nikolsky positivo). A cultura das lesões cutâneas costuma ser negativa, pois são as toxinas bacterianas, e não o próprio microrganismo, que se disseminam. Casos como este são clássicos em pacientes <5 anos.
Segundo o Nelson Tratado de Pediatria (21ª edição, p. 2786): “A SPEE caracteriza-se por eritema difuso, seguida de descamação superficial da pele, dor ao toque e acometimento perioral inicial.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Síndrome de Lyell (Necrólise Epidérmica Tóxica): O descolamento é profundo (junção dermoepidérmica), diferentemente da clivagem superficial da SPEE. Atinge mucosas, o que não ocorre classicamente na SPEE. Geralmente, é reação a medicamentos.
B) Escarlatina estreptocócica: A erupção é eritematosa, “em lixa”, sem descolamento significativo da pele ou bolhas. Além disso, há febre, faringite exsudativa e adenopatia.
C) Síndrome de Stevens-Johnson: Também apresenta acometimento mucoso intenso e clivagem na junção dermoepidérmica. O quadro inicial inclui lesões-alvo e necrose epidérmica, não encontrada no caso apresentado.
Pontos-chave e estratégia de prova:
A atenção para termos como “clivagem intraepidérmica alta”, lesão dolorosa e ausência de cultura positiva deve direcionar à SPEE. Diferenciar pelo nível de descolamento e presença ou não de acometimento de mucosas é fundamental para o diagnóstico.
Resumo: O quadro descrito, com eritema seguido de descamação superficial e dor, clivagem intraepidérmica e cultura negativa, é típico da Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica, prevalente em crianças pequenas.
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