Considerando uma fratura da diáfise do úmero instável ocorr...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4155545 Medicina
Considerando uma fratura da diáfise do úmero instável ocorrida abaixo do componente umeral de uma artroplastia total do úmero, cujo componente não apresenta sinais de soltura, assinale a alternativa que apresenta o tratamento correto para essa lesão.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a estabilidade do componente umeral: como não há sinais de soltura, a prótese deve ser preservada; em uma fratura diafisária instável abaixo do implante, a conduta é osteossíntese com placa associada a cerclagem, já que a haste limita a fixação proximal convencional.

Tema central: Fratura periprotética do úmero
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a troca por haste longa é conduta típica quando há soltura do componente ou perda de estabilidade do implante. O enunciado informa explicitamente que o componente umeral não apresenta sinais de soltura. Portanto, o critério médico aqui é preservar a haste e tratar a fratura com osteossíntese.
B
Errada
Está errada porque parafusos canulados não constituem o método apropriado de estabilização para fratura diafisária periprotética instável do úmero. O problema biomecânico desse padrão exige construção de osteossíntese com placa; associar apenas parafusos canulados e cerclagem não resolve adequadamente a instabilidade descrita.
C
Errada
Está errada porque transpõe para o cenário periprotético uma lógica de fixação diafisária convencional que não se aplica aqui. A exigência de pelo menos 3 parafusos proximais e 3 distais esbarra na limitação técnica criada pela haste umeral, que ocupa o canal e dificulta a colocação proximal convencional de múltiplos parafusos. Por isso, a fixação proximal precisa de cerclagem complementar.
D
Certa
A alternativa D corresponde ao manejo indicado para fratura periprotética diafisária instável com haste umeral estável. O dado decisivo é a ausência de soltura do componente, que afasta revisão da haste como conduta primária. Como a fratura é instável, é necessária estabilização cirúrgica. A placa fornece a estrutura principal da osteossíntese, e a cerclagem complementa a fixação na região adjacente ao implante, onde a haste dificulta a ancoragem proximal convencional com múltiplos parafusos.
E
Errada
Está errada porque cerclagem isolada é biomecanicamente insuficiente para tratar uma fratura diafisária periprotética instável. A própria instabilidade do traço exige montagem mais robusta, com placa como elemento principal de estabilização. A cerclagem tem papel adjuvante, não de tratamento definitivo isolado.
Pegadinha da questão
A banca combina dois dados que mudam a conduta: "sem sinais de soltura" afasta revisão da haste, e "instável" afasta cerclagem isolada. Além disso, a localização abaixo do componente pode induzir à ideia de placa com parafusos padrão, mas a presença da haste impede essa fixação proximal convencional.
Dica para questões semelhantes
  • Em fratura periprotética do úmero, primeiro decida pela estabilidade do implante: haste estável favorece preservação; haste solta favorece revisão.
  • Se a fratura diafisária periprotética for instável, pense em osteossíntese, não em cerclagem isolada.
  • Quando houver haste umeral adjacente ao traço, questione a viabilidade de múltiplos parafusos proximais convencionais; isso favorece placa com cerclagem.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo