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Q4155527 Medicina
Ao planejar o tratamento de um quadro de instabilidade anterior do ombro, na Tomografia Computadoriza (TC), nota-se uma perda óssea na cavidade glenoide de 35%.
Qual dos procedimentos é o correto para abordar essa lesão?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Perda óssea anterior da glenoide de 35% configura defeito ósseo glenoidal crítico/importante em instabilidade anterior do ombro; nesse cenário, procedimentos apenas de partes moles ou voltados ao defeito umeral não são adequados, e a conduta clássica indicada entre as opções é o procedimento de Latarjet.

Tema central: Perda óssea glenoidal crítica
Análise das alternativas
A
Errada
O procedimento de McLaughlin não trata perda óssea glenoidal anterior. Ele é direcionado a defeito por impacto anteromedial da cabeça umeral associado à luxação posterior do ombro. O enunciado descreve instabilidade anterior com defeito glenoidal, portanto o alvo anatômico e o mecanismo são outros.
B
Certa
O Latarjet é o procedimento clássico para instabilidade anterior do ombro com perda óssea glenoidal significativa. Seu fundamento é restaurar o arcabouço ósseo da borda anterior da glenoide por transferência do coracoide, além de acrescentar efeito estabilizador adicional. Como a TC mostrou perda glenoidal de 35%, o caso exige aumento/reconstrução óssea anterior, e não reparo isolado de partes moles.
C
Errada
Eden-Hybinette também é técnica de reconstrução óssea glenoidal com enxerto, portanto é uma alternativa plausível em cenários específicos. Porém, nesta formulação direta sobre instabilidade anterior com grande perda óssea glenoidal, o procedimento clássico/padrão esperado é o Latarjet. A base não permite dizer que Eden-Hybinette seja impossível; o ponto é que não é a resposta consagrada que a questão cobra.
D
Errada
Remplissage é procedimento voltado ao defeito posterolateral da cabeça umeral, tipicamente Hill-Sachs engajante. Não recompõe a perda óssea da glenoide de 35%, que é o achado decisivo do caso. Portanto, ele pode atuar sobre o lado umeral em instabilidade anterior, mas não resolve a lesão principal descrita.
E
Errada
Reforço capsular com aloenxerto de Aquiles não é a conduta padrão para perda óssea glenoidal anterior crítica. O problema determinante aqui é deficiência estrutural óssea da glenoide; reforço capsular isolado não recompõe esse déficit e, por isso, não enfrenta o mecanismo principal de recorrência.
Pegadinha da questão
A banca explora a necessidade de distinguir defeito glenoidal importante de lesões do lado umeral: 35% de perda da glenoide afasta procedimentos apenas de partes moles e também afasta técnicas como remplissage ou McLaughlin, embora ambas apareçam em contextos de instabilidade/luxação do ombro.
Dica para questões semelhantes
  • Em instabilidade anterior do ombro, primeiro localize o defeito ósseo decisivo: glenoide anterior extensa pede procedimento de aumento ósseo, não reparo isolado de partes moles.
  • Se a alternativa trata Hill-Sachs ou defeito umeral, ela não resolve, por si, uma perda glenoidal crítica descrita na TC.
  • Quando a questão perguntar genericamente pela conduta clássica para grande perda óssea glenoidal anterior, o Latarjet é a resposta padrão esperada.
  • Não confunda procedimentos para luxação posterior e defeito umeral anteromedial, como McLaughlin, com o tratamento da instabilidade anterior por perda óssea da glenoide.

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