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Q4155523 Medicina
Uma complicação comum na artroplastia total do ombro é a instabilidade, que com frequência é anterior.
A causa mais frequente dessa instabilidade é: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é biomecânico: na artroplastia total anatômica do ombro, a estabilidade depende do equilíbrio entre partes moles e do dimensionamento correto dos componentes. Entre as alternativas, a cabeça umeral pequena é a melhor correspondência para o erro técnico que leva a underfilling/understuffing e facilita instabilidade anterior.

Tema central: Instabilidade após artroplastia total do ombro
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o subdimensionamento da cabeça umeral em relação ao volume articular diminui o preenchimento articular e a tensão capsuloligamentar, gerando frouxidão relativa. Esse erro de balanço protético reduz a estabilidade concêntrica do ombro reconstruído e favorece instabilidade, inclusive anterior.
B
Errada
Infecção é complicação relevante da artroplastia, mas não corresponde ao mecanismo mais frequente de instabilidade anterior protética. Seu padrão de falha é mais associado a dor, afrouxamento ou falha global do implante, e não ao mecanismo biomecânico primário de translação anterior pedido na questão.
C
Errada
Desgaste do polietileno glenoidal é complicação tipicamente tardia, ligada a desgaste e soltura, com mecanismo diferente do padrão biomecânico primário de instabilidade anterior. Pode alterar a articulação, mas não é a causa mais frequente nem a mais diretamente relacionada à instabilidade anterior após artroplastia total do ombro.
D
Errada
Perda de função do supraespinal não é a causa típica principal de instabilidade anterior na artroplastia anatômica do ombro. Quando se pensa em instabilidade anterior associada ao manguito, a relação clássica é com a insuficiência do subescapular, não do supraespinal. A banca explora justamente a confusão entre músculos do manguito e direção da instabilidade.
E
Errada
Cabeça umeral muito grande produz o problema biomecânico oposto: overstuffing. Isso tende a aumentar tensão, causar dor, rigidez e limitação funcional, e não a frouxidão relativa que favorece instabilidade anterior. Para instabilidade por perda de contenção, o erro protético típico entre as opções é o subdimensionamento, não o oversizing.
Pegadinha da questão
A banca mistura uma causa mecânica real de instabilidade com duas confusões comuns: trocar subescapular por supraespinal ao pensar em instabilidade anterior e não perceber que cabeça pequena e cabeça grande geram problemas biomecânicos opostos.
Dica para questões semelhantes
  • Em instabilidade após artroplastia anatômica do ombro, procure primeiro erro de balanço mecânico: congruência protética e tensão de partes moles.
  • Se a alternativa trouxer cabeça umeral pequena, pense em underfilling/understuffing e frouxidão; se trouxer cabeça grande, pense em overstuffing e rigidez.
  • Para direção anterior da instabilidade, não atribua automaticamente ao supraespinal; a associação clássica do manguito é mais com o subescapular.
  • Separe complicações mecânicas primárias de complicações tardias ou sistêmicas: infecção e desgaste do polietileno não são o mecanismo mais frequente de instabilidade anterior pedido aqui.

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