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Q4155520 Medicina
Um paciente de 30 anos de idade vem ao pronto-socorro com queixa de dor na região do esterno após queda de bicicleta há 05 dias. No raio-x, apresenta uma luxação esternoclavicular posterior.
Sobre o caso, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso descreve luxação esternoclavicular posterior. Pela base de decisão, essa lesão é menos frequente que a anterior e exige tentativa inicial de redução fechada/incruenta urgente; por isso, a alternativa B é a única compatível com a conduta ortopédica padrão.

Tema central: Luxação esternoclavicular posterior
Análise das alternativas
A
Errada
A possibilidade de lesão da fise medial clavicular existe em pacientes mais jovens e pode simular luxação esternoclavicular, mas esse não é o critério decisivo desta questão. O enunciado cobra a afirmação geral correta sobre a luxação esternoclavicular posterior, cujo núcleo é frequência relativa e conduta inicial. Além disso, aos 30 anos essa discussão fisária perde relevância prática em comparação com adolescentes e adultos jovens mais novos.
B
Certa
A alternativa B reúne os dois pontos decisivos cobrados. Primeiro, a luxação esternoclavicular posterior é rara em relação à anterior. Segundo, a hierarquia terapêutica correta não é cirurgia aberta de rotina, mas tentativa inicial de redução incruenta/fechada, idealmente de forma urgente, porque o deslocamento posterior pode ameaçar estruturas mediastinais. Redução aberta fica reservada para situações selecionadas, como falha da redução fechada, instabilidade persistente, lesão tardia irreduzível ou complicações associadas.
C
Errada
A alternativa erra em dois pontos objetivos. A luxação posterior não é mais frequente que a anterior; ocorre o contrário. Também está errada ao indicar redução cruenta imediata como regra geral, porque a conduta inicial usual é tentativa de redução fechada precoce, deixando a aberta para falha, instabilidade persistente, lesão tardia/complexa ou complicações.
D
Errada
A alternativa erra a epidemiologia e erra a conduta. A luxação posterior não é mais frequente que a anterior. Além disso, a ausência de sintomas além de dor não elimina o risco anatômico do deslocamento posterior sobre estruturas mediastinais, de modo que evitar redução por estar paucissintomático é tecnicamente inadequado e potencialmente perigoso.
E
Errada
Embora acerte que a luxação posterior é menos frequente que a anterior, a alternativa fica falsa ao definir redução cruenta imediata como tratamento. Na hierarquia terapêutica correta, a primeira medida costuma ser tentativa de redução incruenta/fechada; redução aberta não é a opção inicial universal.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma lesão potencialmente grave com a falsa ideia de que gravidade implica cirurgia aberta imediata. O ponto real era separar urgência de redução de obrigatoriedade de redução cruenta, além de lembrar que a luxação posterior é menos frequente que a anterior.
Dica para questões semelhantes
  • Em luxação esternoclavicular, primeiro confira a frequência: anterior é a mais comum; posterior é menos frequente e mais preocupante anatomicamente.
  • Se a lesão for posterior, não confunda gravidade com via cirúrgica obrigatória: a conduta inicial padrão é tentativa de redução fechada urgente quando o cenário permite.
  • Ausência de dispneia, disfagia ou outros sintomas compressivos não autoriza omissão terapêutica na luxação posterior.
  • Não deixe uma informação acessória, como lesão fisária medial em faixas etárias mais jovens, substituir o critério central quando a questão está cobrando conduta.

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