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A revelação diagnóstica é um momento de especial importância...

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Q4155500 Medicina
A revelação diagnóstica é um momento de especial importância no cuidado de crianças e adolescentes vivendo com HIV e requer o envolvimento de todos, cuidadores e profissionais, que participam de seu cuidado. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Lei nº 8.069/1990 (ECA), arts. 15, 16, II e VII, e 17: “Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: II - opinião e expressão; VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.” No caso, a comunicação do diagnóstico deve respeitar dignidade, autonomia progressiva e integridade psíquica, o que torna correta a alternativa D.

Tema central: Revelação diagnóstica progressiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma, sem suporte jurídico ou técnico na base, que quanto menos a criança ou o adolescente souber sobre sua condição, maior será a adesão ao tratamento. A base vai no sentido oposto: o ECA protege autonomia, dignidade e orientação adequada, e o protocolo oficial trabalha com compreensão progressiva e inclusão no cuidado, não com manutenção da ignorância sobre o diagnóstico.
B
Errada
Está errada porque propõe explicações para que a criança não compreenda bem sua condição. Isso viola diretamente a proteção do ECA à integridade psíquica, ao respeito e à autonomia, além de contrariar a diretriz de comunicação adequada ao desenvolvimento. O critério de exclusão é objetivo: desinformação proposital é incompatível com os arts. 15, 16 e 17 do ECA, conforme a base.
C
Errada
Está errada porque transforma em regra absoluta a omissão do nome HIV: “deve ser sempre evitado”. A base expressamente aponta que o protocolo oficial do Ministério da Saúde adota revelação por etapas, com introdução do tema entre 6 e 8 anos e nomeação do HIV entre 8 e 10 anos, conforme o desenvolvimento. Portanto, a alternativa incorre em absolutização indevida e afronta a lógica da autonomia progressiva.
D
Certa
A alternativa D está de acordo com a base jurídica e técnica adotada na questão porque descreve a revelação diagnóstica como processo progressivo, adequado ao desenvolvimento da criança e guiado por suas manifestações de curiosidade, com respostas simples e objetivas. Isso é compatível com os direitos assegurados pelo ECA à dignidade, ao respeito, à autonomia, à opinião e expressão e à busca de orientação, além de preservar a integridade psíquica. A base também indica que o protocolo oficial do Ministério da Saúde recomenda introdução precoce e gradual do tema, com inclusão progressiva da criança nas discussões sobre sua saúde, e não ocultação deliberada ou comunicação incompreensível.
E
Errada
Está errada porque cria exigência absoluta de comunicação diagnóstica sempre na presença dos pais até os 18 anos. A base afirma que não há no ECA nem no protocolo oficial regra de presença obrigatória e permanente dos pais em toda comunicação diagnóstica. O erro jurídico é a atribuição de requisito inexistente, além de desconsiderar o adolescente como sujeito de direitos e a necessidade de abordagem individualizada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre proteger a criança/adolescente contra discriminação e, por isso, ocultar ou embaralhar indevidamente informações sobre sua própria condição de saúde; também usou expressões absolutas como “sempre” para induzir erro.
Dica para questões semelhantes
  • Em temas de saúde da criança e do adolescente, procure a alternativa que preserve dignidade, autonomia progressiva, integridade psíquica e orientação adequada.
  • Desconfie de alternativas com absolutizações como “sempre”, “nunca” e “deve ser sempre evitado” quando a base normativa e técnica trabalha com gradualidade e contextualização.
  • Se a questão envolver comunicação diagnóstica, elimine opções fundadas em desinformação proposital ou ocultação absoluta, porque isso contraria os arts. 15, 16 e 17 do ECA.

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