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Q2201729 Medicina
Menino de 9 anos foi submetido à postectomia e apresentou quadro de agitação após despertar da anestesia geral. O principal fator de risco para essa complicação relaciona-se
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Tema central: O enunciado aborda o delírio emergencial em crianças após anestesia geral — caracterizado por agitação, confusão, choro e comportamento não dirigido no pós-operatório imediato. Esse fenômeno preocupa anestesiologistas devido ao risco de autolesão, aumento do estresse familiar e dificuldade de manejo.

Justificativa da alternativa correta – E) ao tipo de anestesia
O principal fator de risco para delírio emergencial em crianças é o tipo de anestesia utilizada, especialmente com anestésicos inalatórios como sevoflurano e desflurano. Esses agentes proporcionam despertar rápido, porém aumentam o risco de agitação e confusão, como evidenciado em revisões clínicas recentes e obras clássicas como Miller’s Anesthesia (“Delirium emergency occurs more frequently after sevoflurane or desflurane anesthesia, especially in pediatric populations”, Miller, 2020).

Estudos reforçam que sevoflurano é o anestésico inalatório mais associado a essa complicação, e estratégias como uso de propofol na indução podem atenuar a incidência. Portanto, o tipo de anestesia é o fator mais relacionado diante do quadro apresentado.

Análise das alternativas incorretas:

A) à idade da criança: Idades entre 2-6 anos têm incidência maior de delírio, porém, aos 9 anos, a prevalência diminui. A idade não é o principal fator neste cenário.
B) ao tipo de cirurgia: Procedimentos como adenoidectomias e cirurgias oftalmológicas aumentam risco. Postectomia não está entre os principais tipos associados.
C) à presença dos pais: A companhia parental pode reduzir a ansiedade e o delírio, segundo a prática recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria.
D) ao jejum prolongado: Pode causar desconforto, mas não é fator de risco estabelecido para delírio emergencial.

Dicas de prova: Atenção para pegadinhas; fatores clássicos são confundidos: idade e tipo de cirurgia agravam, mas o principal é o anestésico inalatório. Ler o enunciado com atenção ao contexto clínico apresentado auxilia no direcionamento correto.

Conclusão: Conforme a literatura internacional e obras de referência, o tipo de anestesia é o fator mais importante para delírio emergencial em crianças.

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A resposta correta é a alternativa E - ao tipo de anestesia. A agitação pós-anestésica, também conhecida como delirium ou agitação emergencial, é uma complicação que pode ocorrer após o despertar de uma anestesia geral. Entre os fatores de risco, o tipo de anestesia usada é particularmente relevante. Anestésicos voláteis, como o sevoflurano e o desflurano, estão frequentemente associados a esse tipo de complicação, especialmente em crianças. Embora a idade possa influenciar a ocorrência de delirium (crianças são mais propensas do que adultos), a evidência mais forte aponta para a relação com agentes anestésicos específicos. As outras opções, como o tipo de cirurgia (B), a presença dos pais (C) e o jejum prolongado (D), não são os principais fatores de risco para agitação após anestesia. Por exemplo, a presença dos pais pode inclusive ajudar a acalmar a criança, e o jejum é uma prática comum pré-operatória. Portanto, o tipo de anestésico utilizado é o fator mais diretamente relacionado com a ocorrência de agitação pós-operatória.

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