Paciente de 61 anos foi submetido à revascularização miocár...

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Q2201724 Medicina
Paciente de 61 anos foi submetido à revascularização miocárdica. No pós-operatório, foi indicada a instalação de um balão de contrapulsação aórtica. Nesse sistema,
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Tema central: O uso do balão de contrapulsação aórtica (BCA) é fundamental em situações de instabilidade hemodinâmica, principalmente no pós-operatório cardiovascular, como auxilia ao ventrículo esquerdo, melhorando a perfusão coronariana e reduzindo a sobrecarga cardíaca.

Justificativa da alternativa correta (E): O BCA deve ser posicionado na aorta torácica descendente, normalmente 1 cm distal à artéria subclávia esquerda. Esse posicionamento é crucial para garantir a eficácia do dispositivo, evitando oclusão de ramos aórticos importantes e permitindo a ação hemodinâmica adequada. De acordo com o consenso internacional e diretrizes, “o balão intraaórtico deve ser posicionado na aorta descendente torácica para otimizar a perfusão coronária e minimizar complicações” (UpToDate; PCDT Insuficiência Cardíaca Brasil, página 35).

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Incorreta. A rápida deflação do balão acontece imediatamente antes da sístole, reduzindo e não aumentando a pós-carga do ventrículo esquerdo. Isso facilita o esvaziamento ventricular, um dos principais objetivos do BCA.

B) Incorreta. A insuflação ocorre no início da diástole e não associada à onda P do eletrocardiograma (que representa a despolarização dos átrios e não marca o início da diástole).

C) Incorreta. O gás utilizado é o hélio, por sua baixa densidade e rápida difusão. O nitrogênio não é usado pois não permitiria a resposta rápida necessária para o funcionamento do balão.

D) Incorreta. O balão é insuflado no início da diástole, momento em que promove o aumento da pressão diastólica na aorta, otimizando a perfusão coronariana. A insuflação durante a sístole prejudicaria a ejeção do ventrículo esquerdo.

Pontos-chave e estratégias para prova:

  • Fique atento ao timing da insuflação (início da diástole) e da deflação (antes da sístole).
  • Muitos confundem o gás do balão — memorize: é hélio!
  • O posicionamento correto é sempre na aorta torácica descendente, evitando ramos importantes.

Resumo: O conhecimento do funcionamento e posicionamento do BCA é essencial para o anestesiologista em pós-op cardiovasculares. Siga o que dizem os grandes manuais, como Harrison’s e os PCDT do Ministério da Saúde.

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A questão aborda a utilização de um balão de contrapulsação aórtica (BCA), que é uma ferramenta usada em pacientes com insuficiência cardíaca grave ou complicações após cirurgia cardíaca, como a revascularização miocárdica. O BCA auxilia a função do coração através de um mecanismo de sincronização com o ciclo cardíaco, melhorando a perfusão coronariana e reduzindo a carga de trabalho do ventrículo esquerdo. Agora, vamos analisar as alternativas e entender por que a alternativa E é a resposta correta: A - Incorreta, pois a rápida deflação do balão, na verdade, reduz a pós-carga do ventrículo esquerdo, facilitando a ejeção do sangue. B - Incorreta, a insuflação do balão está associada à onda R do eletrocardiograma, não à onda P, porque ela precisa ocorrer imediatamente após o fechamento da válvula aórtica, no início da diástole. C - Incorreta, o gás comumente usado na insuflação do balão é o hélio ou o gás carbônico por serem mais solúveis no sangue e menos prováveis de causar embolia gasosa caso haja ruptura do balão. D - Incorreta, o balão é insuflado no início da diástole, não da sístole, para aumentar a perfusão coronariana quando o ventrículo esquerdo está relaxado e as coronárias estão sendo perfundidas. E - Correta, o balão deve ser posicionado na aorta torácica descendente, logo após a subclávia esquerda, para que possa funcionar corretamente, melhorando a perfusão coronariana durante a diástole e reduzindo a pós-carga durante a sístole. A posição é crucial para a eficácia do dispositivo e para evitar complicações relacionadas ao posicionamento inadequado do balão.

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