Na hipertermia maligna,

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Q2201710 Medicina
Na hipertermia maligna,
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Tema central: A questão aborda a Hipertermia Maligna (HM), complicação anestésica genética potencialmente fatal, desencadeada principalmente por anestésicos voláteis e succinilcolina. O reconhecimento imediato e tratamento adequado são vitais para evitar desfechos graves. É tema recorrente em concursos, exigindo domínio da fisiopatologia, epidemiologia, genética e condutas.

Justificativa da alternativa correta (E):
Crianças são mais acometidas que adultos. A HM manifesta-se com maior frequência em crianças, dado amplamente documentado em estudos e revisões, e destacado nas principais diretrizes internacionais e nacionais de anestesiologia. Segundo o documento da Association of Anaesthetists, adaptado pela Sociedade de Anestesiologia de MG: “A HM é mais frequente em pacientes pediátricos.” Isso ocorre porque as primeiras exposições a anestésicos suscetíveis são geralmente na infância e a predisposição genética se manifesta nessa faixa etária.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Incorreta. A HM possui herança autossômica dominante, não recessiva. Ou seja, um alelo mutado é suficiente para suscetibilidade.

B) Incorreta. Não há diferença significativa de incidência entre homens e mulheres, segundo as atuais evidências clínicas.

C) Incorreta. A maioria das mutações ocorre no gene RYR1, localizado no cromossomo 19, não no 16. Alterações nesse gene levam à desregulação do cálcio no músculo esquelético, principal mecanismo fisiopatológico.

D) Incorreta. O dantrolene sódico é o tratamento de escolha durante crise de HM, por bloquear a liberação aberrante de cálcio, mas não é recomendado como profilaxia rotineira, sendo reservado ao tratamento agudo. O monitoramento e escolha de técnicas anestésicas seguras são priorizados em pacientes suscetíveis.

Pontos-chave para provas:
Grave as manifestações clínicas precoces: hipercapnia, rigidez muscular, taquicardia e hipertermia tardia. Atenção a detalhes genéticos (herança autossômica dominante, gene RYR1) e à importância do dantrolene no manejo agudo.

Dica do professor: Sempre leia atentamente enunciados que abordam genética, epidemiologia e tratamento! Pegadinhas clássicas envolvem inversão da herança genética e uso incorreto do dantrolene.

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A hipertermia maligna é uma desordem farmacogenética hereditária que afeta a capacidade do corpo de regular a temperatura corporal em resposta a certos anestésicos, como os halogenados, e agentes que induzem a liberação de cálcio no músculo esquelético, como a succinilcolina. A resposta correta para a questão apresentada é a alternativa E, que afirma que crianças são mais acometidas que adultos. Isso ocorre porque, em geral, crianças têm uma taxa metabólica mais elevada e uma musculatura mais ativa em comparação com os adultos, o que as torna mais vulneráveis aos efeitos desencadeadores da hipertermia maligna. A herança da hipertermia maligna é autossômica dominante, e não recessiva como sugere a alternativa A. Não há dados suficientes para afirmar que a prevalência das crises é maior em mulheres do que em homens, como dito em B. A alternativa C está incorreta, pois a maioria das mutações relacionadas à hipertermia maligna está no gene RYR1, que fica no cromossomo 19. Quanto à alternativa D, o dantrolene sódico é realmente usado no tratamento, mas não na profilaxia da maior parte dos pacientes susceptíveis; ele é administrado após a manifestação dos primeiros sinais de crise de hipertermia maligna para interromper a resposta hipermetabólica desencadeada pelos agentes anestésicos.

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