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Q2201698 Medicina
A relação entre a duração de um bloqueio peridural difere entre os anestésicos da seguinte forma: bupivacaína > etidocaína > ropivacaína > tetracaína. A explicação geralmente encontrada é a de que a bupivacaína apresenta
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TEMA CENTRAL: O foco da questão está na farmacologia dos anestésicos locais, em especial, na característica que determina a duração do bloqueio peridural. Para o médico anestesiologista, compreender esses conceitos é fundamental para a escolha segura e eficaz do agente anestésico em procedimentos clínicos.

ALTERNATIVA CORRETA – A) Maior ligação a proteínas plasmáticas

A duração do efeito anestésico local depende, entre outros fatores, do grau de ligação às proteínas plasmáticas. Quanto maior essa ligação, mais prolongada será a ação do anestésico, pois o fármaco permanece mais tempo no compartimento tecidual antes de ser metabolizado ou redistribuído. Segundo literatura clássica como Miller’s Anesthesia e Brunton – Goodman & Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics, a bupivacaína destaca-se justamente por sua altíssima ligação às proteínas plasmáticas (~95%), justificando sua maior duração em relação aos demais anestésicos citados.

JUSTIFICATIVA FARMACOLÓGICA: A ligação proteica reduz a fração livre do fármaco, retardando sua remoção do sítio de ação. Dessa forma, a relação bupivacaína > etidocaína > ropivacaína > tetracaína quanto à duração acompanha o grau de ligação proteica.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS:

  • B) Maior estereoisomeria: Embora bupivacaína seja uma mistura racêmica, isso não está associado diretamente à duração do bloqueio, mas, sim, à toxicidade e potência.
  • C) Menor lipossolubilidade: Incorreto. Anestésicos com maior lipossolubilidade geralmente têm potência e duração maiores.
  • D) Menor massa anestésica: O conceito de "massa anestésica" não é utilizado farmacologicamente. A duração não se relaciona com essa variável.
  • E) Maior constante de ionização: Esta constante (pKa) influencia início de ação do anestésico, não a duração.

ESTRATÉGIA DE PROVA: Questões desse tipo costumam confundir ao misturar conceitos farmacológicos. Atenção à palavra-chave do enunciado: “duração”. Associe diretamente à ligação proteica, não confunda com potência ou início de ação.

REFERÊNCIAS: Como afirma o Miller’s Anesthesia, 9ª edição, capítulo 25: “A maior ligação às proteínas plasmáticas está diretamente associada à maior duração do efeito dos anestésicos locais, especialmente no bloqueio peridural.”

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A alternativa correta é a A - maior ligação a proteínas plasmáticas. Isso ocorre porque a duração de um bloqueio peridural depende de vários fatores, incluindo a lipossolubilidade do anestésico, sua potência, sua dose e sua afinidade por proteínas plasmáticas. A bupivacaína tem uma alta afinidade por proteínas plasmáticas, o que significa que uma maior proporção do fármaco fica ligado às proteínas do plasma sanguíneo e não está livre para ser metabolizado ou eliminado. Isso prolonga a duração de sua ação, pois a fração de fármaco ligada ao plasma age como um reservatório que libera lentamente o anestésico, mantendo sua concentração eficaz por mais tempo. A etidocaína, a ropivacaína e a tetracaína têm menor ligação a proteínas plasmáticas em comparação à bupivacaína, o que se traduz em uma duração mais curta do bloqueio peridural. Por isso, a bupivacaína é frequentemente escolhida para procedimentos onde se deseja um bloqueio prolongado.

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