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Q2263118 Medicina
Mulher de 56 anos com histórico de câncer de mama tratado com mastectomia seguida de inibidor de aromatase (anastrozol). Os exames complementares, incluindo hemograma completo, função renal, perfil ósseo, níveis de 25-hidroxivitamina D e teste de função tireoidiana, estão dentro da faixa normal. A densitometria óssea evidencia escore T de – 2,8 no colo do fêmur.

A abordagem mais apropriada no tratamento dessa paciente é
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Tema central: Esta questão aborda o manejo da osteoporose secundária em mulher na pós-menopausa, tratada com inibidor de aromatase (anastrozol) após câncer de mama, com diagnóstico densitométrico de osteoporose (escore T = –2,8 no colo do fêmur).

Ponto-chave da abordagem: Inibidores de aromatase estão diretamente associados à perda de massa óssea, pois promovem significativa redução dos níveis de estrogênio. Esse fato eleva o risco de osteoporose — especialmente preocupante em mulheres na pós-menopausa.

Justificativa da alternativa correta (E – bisfosfonatos):

Os bisfosfonatos são recomendados como primeira linha no tratamento da osteoporose relacionada ao uso de inibidores de aromatase, conforme consta no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama – Ministério da Saúde:

“Pacientes com uso de inibidor de aromatase e osteoporose comprovada pela densitometria devem receber bisfosfonatos para prevenção de fraturas” (PCDT Câncer de Mama, p. 46).

Além disso, os bisfosfonatos reduzem o risco de fraturas e promovem o aumento da densidade mineral óssea. São amplamente validados em estudos científicos revisados por pares (UpToDate, 2024).

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Suplementos de cálcio e vitamina D: Fundamentais como coadjuvantes, não tratam a osteoporose isoladamente em pacientes de alto risco ou escore T < –2,5.
  • B) Observação e consulta anual: Inadmissível diante de osteoporose estabelecida, pois não reduz risco de fratura.
  • C) Denosumabe: É uma opção eficaz (especialmente em intolerância aos bisfosfonatos), mas não é a primeira linha no serviço público pelo custo e logística.
  • D) Raloxifeno: Apesar de ser agente para osteoporose, não é preferido em pacientes com história de câncer de mama devido ao aumento do risco tromboembólico e menor robustez de evidência neste contexto.

Estratégia para provas: Atenção aos termos como “osteoporose confirmada” e fatores de risco específicos (ex: uso de IA). Nessas situações, opte SEMPRE por intervenções que reduzem fratura — bisfosfonatos são destaque em protocolos nacionais.

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A questão descreve uma mulher de 56 anos que tratou um câncer de mama com mastectomia e inibidor de aromatase (anastrozol), e agora apresenta um escore T de -2,8 no colo do fêmur, indicativo de osteoporose. A abordagem mais apropriada no tratamento dessa paciente é a alternativa E - bisfosfonatos. O motivo para essa escolha está relacionado ao fato de bisfosfonatos serem uma classe de medicamentos que retardam ou impedem a perda óssea, sendo muito utilizados no tratamento da osteoporose. É importante ressaltar que, embora o uso de suplementos de cálcio e vitamina D (alternativa A) possa ser útil na prevenção da osteoporose, eles não são suficientes para o tratamento de uma condição já estabelecida. As outras opções, observação e consulta anual (B), denosumabe (C), e raloxifeno (D), também não são as mais adequadas, porque o tratamento com bisfosfonatos é mais eficaz e é frequentemente a primeira escolha no tratamento da osteoporose, especialmente em pacientes com alto risco de fraturas, como no caso dessa paciente.

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