Na véspera do Dia de Finados é imprescindível falar da
vida e não da morte. Morrer faz parte da existência. É um fim
em si mesmo, definido popularmente pelo velho refrão de que
“para morrer, basta estar vivo”. No entanto, estamos acelerando a morte da vida no planeta com o descuido contínuo
que faz surgir a crise climática atual. As mudanças climáticas são antigas, não surgiram nas últimas décadas. Talvez
tenham até alguns séculos, desde quando na “idade da pedra” se acenderam as primeiras fogueiras. Incrementaram-se
e cresceram, porém, com a “Revolução Industrial”, que nos
facilitou o viver no dia a dia, mas terminou por nos tirar muito
mais do que, agora, nos proporciona em bem-estar.
(Flávio Tavares, O Dia de Finados que estendemos ao infinito.