Homem de 34 anos, relata quadro de disfagia para alimentos s...
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Tema central: interpretação de lesão subepitelial esofágica pela ultrassonografia endoscópica (USE) para definir natureza cística vs sólida e suspeitar do diagnóstico.
Alternativa correta: A — Cisto de duplicação
Justificativa: A USE descreve lesão anecóica (conteúdo líquido), bem delimitada, de 15 mm, sem espessamento da parede nem linfadenopatia. Esse padrão é típico de lesão cística benigna, como o cisto de duplicação esofágico, que costuma localizar-se no terço médio, pode causar disfagia crônica por compressão e, à USE, é anecóico com reforço acústico posterior e sem fluxo ao Doppler. Idade jovem (34 anos) e ausência de achados infiltrativos reforçam benignidade. Referências: UpToDate (Subepithelial lesions of the GI tract; Esophageal duplication cysts) e Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Estratégia de prova: Na USE, pense: anecóico = cisto; hipoecóico sólido da muscular própria = leiomioma/GIST; massa irregular com espessamento e linfonodos = carcinoma. O enunciado cita tabagismo/obesidade como pegadinha; os achados de imagem é que definem.
Análise das alternativas incorretas:
B — Adenocarcinoma: Em geral no terço distal, associado a Barrett. Na USE é sólido, irregular, com espessamento parietal e possível linfonodomegalia. Não aparece como lesão anecóica submucosa de 15 mm.
C — Barrett: É metaplasia da mucosa visível à endoscopia como mucosa salmão e confirmada por biópsia. Não forma lesão submucosa nem se apresenta como imagem anecóica na USE.
D — Carcinoma espinocelular: Mais comum no terço médio e relacionado ao tabagismo/alcoolismo, mas a imagem típica é lesão sólida e infiltrativa com espessamento da parede e, por vezes, linfonodos. O achado anecóico e sem linfonodos afasta malignidade.
E — GIST: Raro no esôfago; quando presente, surge da muscular própria como massa sólida hipoecóica, frequentemente >2 cm e com vascularização ao Doppler. Não é anecóico nem cístico.
Conduta (resumo prático): Cisto de duplicação assintomático e pequeno pode ser observado; se sintomático, crescente ou diagnóstico incerto, considerar ressecção endoscópica/cirúrgica. Evitar punção por agulha fina de cistos na USE devido a risco de infecção. (UpToDate; diretrizes de manejo de lesões subepiteliais do trato GI).
Dica final: Dê peso máximo à palavra-chave “anecóica” + sem linfonodos para reconhecer lesão cística benigna e não cair na armadilha dos fatores de risco de câncer.
Gabarito: A — Cisto de duplicação
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