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Q1970249 História e Geografia de Estados e Municípios

As discussões havidas na Câmara dos Deputados e no Senado acerca da política a ser empreendida pelo Brasil no tocante à navegação contribuíram para a fixação das linhas mestras da ação do governo em relação à abertura do rio Amazonas a todas as bandeiras, uma vez que, ao polarizarem as duas casas quanto ao enfoque da questão, revelaram que a tendência liberalizante era crescentemente majoritária entre os congressistas, o que, certamente, não podia ser ignorado pelo gabinete.

Internet:  <http://funag.gov.br> (com adaptações).


No contexto do debate sobre a abertura do rio Amazonas à navegação internacional havia um receio, tanto do ministro das relações exteriores, Teixeira de Mello, quanto do imperador do Brasil, Dom Pedro II, que se relacionava 

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Alternativa correta: A - à soberania nacional.

1. Tema central da questão

A questão aborda o debate histórico sobre a abertura do rio Amazonas à navegação internacional, um tema relevante para compreender os desafios diplomáticos e estratégicos enfrentados pelo Império do Brasil no século XIX, sobretudo em relação à soberania nacional e à integração da região amazônica ao restante do país.

2. Resumo teórico

No século XIX, havia pressão internacional para que o Brasil permitisse a navegação de navios estrangeiros no rio Amazonas, visando a integração comercial e o acesso a mercados. O governo brasileiro, especialmente figuras como o imperador Dom Pedro II e o ministro Teixeira de Mello, temia que o livre acesso de estrangeiros ameaçasse a soberania nacional sobre a vasta e estratégica região amazônica, podendo abrir espaço para disputas territoriais ou perda de controle político.

Fontes relevantes: Funag; "História da Amazônia" (Márcio Souza); Documentos do Itamaraty.

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa A é correta, pois expressa o receio central do governo imperial: a ameaça à soberania do Brasil sobre o território amazônico. A abertura irrestrita do rio poderia facilitar a entrada de interesses estrangeiros, fragilizando o domínio do Estado brasileiro na região.

4. Análise das alternativas incorretas

B - à guerra seringalista contra a Bolívia: Relaciona-se a um conflito posterior e específico, não ao debate sobre a navegação internacional do Amazonas.

C - ao nacionalismo dos liberais: Os liberais defendiam tendências mais abertas ao comércio externo, e não um fechamento nacionalista nesse contexto.

D - ao pragmatismo mercantil: O pragmatismo mercantil favoreceria a abertura, e não o receio; portanto, não corresponde ao temor citado.

E - ao monopólio do Barão de Mauá: Barão de Mauá foi importante empresário, mas não se trata de monopólio pessoal, e sim de questão de política internacional.

5. Estratégia de interpretação

Procure identificar no enunciado as palavras-chave como "receio", "ministro", "imperador" e "abrir o rio Amazonas", e relacione-as ao contexto político da época. Desconfie de respostas ligadas a eventos ou personagens secundários quando o texto faz referência a decisões do alto escalão imperial e a temas de abrangência nacional.

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A

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