Paciente gestante no 7° mês admitida em UTI após longo tempo...

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Q735773 Medicina
Paciente gestante no 7° mês admitida em UTI após longo tempo de internação evolui para colecistite acalculosa grave. A respeito do tratamento, tem-se o seguinte:
Alternativas

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Tema central: O tema abordado é o manejo cirúrgico da colecistite acalculosa grave em gestante no terceiro trimestre. Esta condição representa uma urgência médica, com necessidade frequente de intervenção rápida para evitar complicações maternofetais.

Justificativa da alternativa correta (C): A colecistectomia laparotômica é considerada tratamento definitivo, sendo indicada em situações graves, especialmente quando a paciente não responde ao suporte clínico. Em gestantes, principalmente no 3º trimestre, pode haver limitações técnicas à videolaparoscopia devido ao volume uterino. Nesses cenários, a colecistostomia precoce torna-se uma opção viável, especialmente se o risco cirúrgico imediato for elevado. Essa opção permite controlar o quadro infeccioso até que a gestação esteja em momento mais favorável ou seja possível a realização de cirurgia eletiva. As Diretrizes de Tóquio (TG13) afirmam: “A colecistostomia é recomendada para colecistite moderada (grau II) ou grave (grau III) não responsiva à antibioticoterapia.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Está incorreta. A colecistostomia percutânea não está contraindicada; é indicada como opção em casos graves ou para pacientes com elevado risco cirúrgico, incluindo gestantes.

B) Incorreta. A colecistectomia laparotômica não está proibida, sendo até necessária em muitos casos graves. Deve-se avaliar o risco-benefício, mas ela segue como alternativa viável.

D) Incorreta. Apesar da laparoscopia ser padrão-ouro na população geral, no terceiro trimestre gestacional ela apresenta maior risco devido ao tamanho do útero e risco de lesão fetal. Não é a preferida nessa situação.

Dica de prova: Questões que envolvem gestação exigem atenção ao trimestre e à segurança materno-fetal. Evite generalizar opções preferidas em adultos para gestantes sem considerar riscos específicos.

Resumo prático: Em gestantes com colecistite acalculosa grave, colecistectomia laparotômica ou colecistostomia precoce são condutas respaldadas pelas evidências científicas e recomendações internacionais, adaptadas ao contexto materno-fetal.

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A resposta correta para esta questão é a alternativa C, que afirma que a paciente pode ser submetida à colecistectomia laparotômica ou colecistostomia precoce. A colecistite acalculosa é uma complicação rara e grave na gestação, que pode levar à morte da mãe e do feto. A colecistectomia laparotômica é considerada o tratamento padrão para essa condição, mas pode ser associada a complicações, como hemorragia e infecção. A colecistostomia percutânea pode ser uma alternativa menos invasiva, mas apresenta maior risco de recorrência da colecistite e de complicações. Portanto, a escolha do tratamento deve ser individualizada e discutida com a paciente e sua equipe médica, levando em consideração o estado clínico da gestante e o risco/benefício de cada opção.

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