Paciente de 38 anos, do sexo masculino, alcoólatra, foi admi...
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico diferencial das polineuropatias agudas, especialmente a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), trazendo também a importância do exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) na abordagem diagnóstica.
Justificativa para a alternativa correta (B):
No contexto de polineuropatia aguda, a SGB é caracterizada por fraqueza muscular ascendente, arreflexia e história prévia de infecção. O achado típico no LCR é a dissociação albuminocitológica (aumento de proteínas com celularidade normal ou levemente elevada, geralmente ≤10 células/mm³). Se o número de células no LCR for superior a 10/mm³, deve-se pensar em causas infecciosas associadas, como a infecção pelo HIV. Como destacado nos Manuais MSD e revi-sões da área, a presença de pleocitose (>10 células) no LCR foge ao padrão típico da SGB e sugere investigação etiológica alternativa, especialmente infecções virais/neurotropismo do HIV.
Análise das alternativas incorretas:
A) A SGB realmente é uma polir-radiculoneuropatia desmielinizante aguda. No entanto, o achado característico no LCR é o aumento de proteína com pouca ou nenhuma elevação de celularidade (dissociação albuminocitológica). Hiperproteinorraquia com aumento de celularidade não é típico e sugere outra etiologia, como infecciosa.
C) Apesar do álcool e da deficiência de vitamina B12 poderem causar polineuropatia, a evolução aguda/subaguda, precedida de infecção e com arreflexia, é muito mais sugestiva de SGB (imunomediada) do que de polineuropatia carencial, que tende a ser crônica e progressiva.
D) O tratamento de primeira linha para SGB se baseia em imunoglobulina intravenosa OU plasmaférese. O uso de corticoides NÃO é recomendado, por não demonstrar benefício relevante, conforme protocolos nacionais e internacionais (Manuais MSD, UpToDate, Ministério da Saúde).
Orientação para provas:
Fique atento às palavras-chave no enunciado (fraqueza ascendente, arreflexia, história infecciosa recente) e ao padrão laboratorial do LCR. Lembre-se: pleocitose no LCR não é esperada na SGB isolada, sendo um sinal de alerta para outras etiologias, como o HIV.
Resumo das diretrizes:
Segundo o “Manual MSD – SGB, Etiologia”: “A presença de mais de 10 células por mm³ no LCR sugere considerar o diagnóstico diferencial com infecções do SNC, especialmente HIV.”
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