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Q1646114 Medicina
Das doenças oportunistas do sistema nervoso central (SNC), a Neurocriptococose é uma das mais frequentes. Nesse sentido, tem-se que
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Tema central: A questão aborda a neurocriptococose, infecção oportunista do sistema nervoso central (SNC) causada por Cryptococcus neoformans, com alta incidência em indivíduos imunodeprimidos, principalmente portadores de HIV/Aids.

Justificativa da alternativa correta (D): A presença de hipertensão intracraniana é realmente mais prevalente que a de crises convulsivas na neurocriptococose. Segundo o Relatório de Recomendação nº 614 da CONITEC, esta infecção cursa classicamente com quadro subagudo de meningite, cefaleia e hipertensão intracraniana, sendo comum a elevação da pressão de abertura do LCR. A fisiopatologia relaciona-se à obstrução do fluxo de LCR pelos fungos e à inflamação meníngea, justificando o sintoma. As convulsões são menos frequentes, geralmente associadas apenas quando há acometimento parenquimatoso focal. Portanto, a assertiva D é tecnicamente correta e alinhada com diretrizes nacionais e literatura (ex: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed.).

Análise das alternativas incorretas:

A) “Predomina uma Síndrome de lesão cerebral focal” – Errado. A manifestação predominante é de síndrome meníngea e não de lesão focal. Lesão focal pode ocorrer (ex: criptococcoma), porém é rara. O quadro clínico típico é subagudo e difuso, não focalizado.

B) “A cultura positiva para o fungo no LCR é suficiente para o diagnóstico” – Incorreto. Embora a cultura no LCR seja padrão-ouro, o diagnóstico é clínico-laboratorial: inclui análise citológica, bioquímica e microbiológica do LCR. O teste de tinta nanquim e detecção de antígeno criptocócico são ferramentas complementares fundamentais. Diretrizes (PCDT/Ministério da Saúde) orientam múltiplos métodos diagnósticos para maior sensibilidade.

C) “A tomografia de crânio usualmente revela lesões hipodensas, unilaterais” – Falso. A TC pode ser normal em muitos casos. Quando há lesões, não há padrão predominante de lesão hipodensa, unilateral. Lesões podem ser múltiplas, pequenas, bilaterais e até ausentes em exame de rotina. Fazer TC logo no início é importante para descartar contraindicação à punção lombar.

Pontos de atenção para provas: Em questões sobre neurocriptococose, priorize identificar sintomas clássicos (cefaleia intensa, sinais meníngeos e hipertensão intracraniana) e não caia em pegadinhas que confundem manifestação focal com meníngea difusa. Observe com atenção termos como “suficiente” ou “usualmente”, pois podem induzir ao erro.

Dica extra: Segundo o PCDT do Ministério da Saúde, página 16: “O aumento acentuado da pressão de abertura do LCR é um achado comum em pacientes com meningite criptocócica”.

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A alternativa D é a resposta correta para a questão sobre Neurocriptococose. Essa doença oportunista do sistema nervoso central é causada pelo fungo Cryptococcus neoformans e é mais comum em pessoas com sistema imunológico comprometido, como pacientes com HIV/AIDS. A hipertensão intracraniana é um sintoma bastante comum em pacientes com neurocriptococose, devido à inflamação do tecido cerebral e do líquido cefalorraquidiano (LCR). Já as crises convulsivas não são tão prevalentes. O diagnóstico envolve a identificação do fungo no LCR, mas não é suficiente apenas uma cultura positiva, sendo necessário também análise do perfil bioquímico do LCR. A tomografia de crânio pode mostrar lesões hipodensas, mas não necessariamente unilaterais.

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