Paciente de 36 anos, da zona rural, apresenta episódios reco...
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Tema central: O caso descreve uma neurocisticercose, parasitose do sistema nervoso central causada por larvas de Taenia solium. Os achados típicos (lesão cística com escólex ao exame de imagem e crises epilépticas focais) são clássicos desse diagnóstico.
Por que a alternativa B é correta? O manejo da neurocisticercose ativa tem três pilares:
- Antiparasitários (Albendazol ou Praziquantel) para destruir os cisticercos.
- Corticosteroides (dexametasona ou prednisona) para evitar inflamação exacerbada resultante da morte dos parasitas.
- Anticonvulsivante (ex: Fenitoína) para controlar crises epilépticas, muito frequentes na doença.
Isto está em total conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde: “O uso de anticonvulsivantes, às vezes, se impõe, pois cerca de 62% dos pacientes são portadores de epilepsia associada.”
É essencial a internação durante o início do tratamento, pois pode haver piora neurológica aguda (por edema/inflamação), justificando observação intensiva.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Praziquantel isolado por 21 dias: Não contempla dois pilares fundamentais: corticoide para manejar inflamação e o anticonvulsivante para as crises epilépticas, ambos obrigatórios pelas diretrizes atuais.
- C) Albendazol ambulatorial: Além de propor tratamento fora do ambiente hospitalar (o que é inadequado nos casos sintomáticos), ainda deixa de citar corticoides e anticonvulsivantes, fundamentais para reduzir riscos e complicações.
- D) Penicilina e corticoide: Penicilina não atua sobre cisticercos, sendo indicada apenas para infecção bacteriana, não para neurocisticercose. Essa alternativa mostra falha conceitual grave.
Pegadinha: O principal erro possível é focar apenas no antiparasitário, esquecendo o manejo da crise convulsiva ou da resposta inflamatória. O enunciado destaca sintomas epilépticos, reforçando a necessidade do anticonvulsivante no plano terapêutico.
Diretrizes: Segundo o Ministério da Saúde (Guia de bolso de doenças infecciosas e parasitárias):
“O tratamento é feito com praziquantel ou albendazol, sempre associado a corticoide, e é frequente a necessidade do uso concomitante de anticonvulsivantes.”
Dica de prova: Em casos de neurocisticercose ativa sintomática, lembre-se sempre do tripé: antiparasitário + corticoide + anticonvulsivante.
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