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Q1646110 Medicina
Um politraumatizado, ao ser avaliado na unidade de emergência, apresenta Traumatismo Cranioencefálico (TCE) causado por aceleração/desaceleração, ao exame neurológico encontra-se com abertura ocular ausente, com sons incompreensíveis e resposta motora com retração por flexão. Diante disso, tem-se que
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Tema central: A questão aborda o traumatismo cranioencefálico (TCE) relacionado ao mecanismo de aceleração/desaceleração e o reconhecimento dos tipos de lesões que podem ser produzidas nesses cenários, além do correto uso da Escala de Coma de Glasgow e da abordagem inicial do paciente.

Comentário da alternativa correta (A):

O mecanismo do trauma descrito — aceleração/desaceleração — é clássico para a geração de lesão primária do encéfalo, pois ocorre no instante do impacto, diretamente pelo efeito mecânico das forças exercidas sobre o crânio e o cérebro. Em casos de TCE, conforme as Diretrizes do Ministério da Saúde (página 24):
"A primária é gerada por forças externas e ocorre no momento do trauma, seja por contato direto ou por mecanismo de aceleração-desaceleração súbita da cabeça..."

Análise das alternativas incorretas:

B) Incorreta – Hiperventilar o paciente não é recomendado rotineiramente devido ao risco de diminuição crítica do fluxo sanguíneo cerebral, podendo agravar a isquemia cerebral (recomendação do UpToDate e diretrizes internacionais). Só é indicada se houver sinais de herniação cerebral iminente, e por tempo limitado.

C) Incorreta – Considerando a Escala de Coma de Glasgow:

  • Abertura ocular: ausente (1)
  • Resposta verbal: sons incompreensíveis (2)
  • Resposta motora: flexão (decorticação — 3)

Total: 1 + 2 + 3 = 6 (não 8).

D) Incorreta – Apesar das contusões poderem ocorrer, o achado clássico relacionado ao mecanismo de aceleração/desaceleração é a lesão axonal difusa, que pode inclusive não ser visível em exames iniciais. Portanto, não se pode afirmar que a principal alteração na tomografia é contusão — a resposta generaliza de maneira inadequada.

Estratégias de prova:

Fique atento ao mecanismo lesional descrito no enunciado e ao uso conceitual correto entre lesão primária e secundária. Relembre os valores da Glasgow para não errar somas simples, já que podem confundir em provas.

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A resposta correta é a alternativa A, pois o mecanismo do trauma resultou em uma lesão primária, ou seja, dano pelo impacto. Isso é indicado pelos achados neurológicos, como abertura ocular ausente, sons incompreensíveis e resposta motora com retração por flexão. Esses sintomas indicam uma lesão cerebral difusa, que é mais comum em traumas causados por aceleração/desaceleração. É importante ressaltar que a hiperventilação não é recomendada para este paciente, pois pode piorar a hipoxemia cerebral. A Escala de Coma de Glasgow não foi mencionada e não pode ser determinada com base apenas nos achados neurológicos apresentados no enunciado. A tomografia de crânio pode mostrar diversas alterações, não apenas uma contusão, e não pode ser prevista com base nas informações apresentadas.

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