O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é a principal causa de ...
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Tema central: O tema aborda o manejo inicial do Traumatismo Cranioencefálico (TCE), especialmente na avaliação da gravidade segundo a Escala de Coma de Glasgow (ECG), e a priorização correta diante de situações clínicas críticas.
Justificativa da alternativa correta (D): No paciente com ECG 5 (TCE grave), associado à instabilidade hemodinâmica e anisocoria (um sinal de herniação cerebral eminente), a conduta prioritária é a estabilização hemodinâmica e suporte à vida antes de pensar em exames de imagem.
Segundo as Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Traumatismo Cranioencefálico (Ministério da Saúde), “pacientes com ECG entre 3 e 8 são considerados com TCE grave e requerem cuidados intensivos imediatos, incluindo estabilização hemodinâmica e avaliação neurológica detalhada.” Assim, a TC de crânio só deve ser solicitada após garantir a estabilização inicial, porque os riscos de morte por choque ou deterioração neurológica são imediatos e superam o benefício de diagnóstico por imagem neste momento.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta: TCE leve (ECG 15) isolado, mesmo com cefaleia e vertigem, não exige TC obrigatória sem outros critérios clínicos de risco (por exemplo, vômitos persistentes, perda de consciência, sinais de fratura de base de crânio). Diretrizes como Canadian CT Rule indicam a individualização na indicação de TC.
B) Incorreta: ECG 9 caracteriza TCE moderado. A intubação orotraqueal não é automática nesta faixa; só é indicada se houver perda do reflexo de proteção de via aérea, hipoxemia ou piora neurológica. A presença de TC normal não altera conduta caso sintomas sejam estáveis.
C) Incorreta: A TC de crânio inicial deve ser SEM contraste, pois o contraste dificulta a avaliação de sangramentos agudos. A janela óssea só é indicada para suspeita de fratura; portanto, não se solicita “sempre” TC com contraste e janela óssea.
Pontos-chave e pegadinhas: Atenção ao termo “estabilização hemodinâmica” nas questões: sempre priorize o suporte à vida em emergências neurológicas graves. Cuidado com afirmações universalistas como “sempre” e “deve ser submetido”.
Resumo prático: O manejo do TCE grave segue a máxima primeiro salvar vidas – exames vêm depois. Reforce esse conceito para não errar questões similares!
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