A Esclerose Múltipla (EM) pode ser definida como uma doença ...

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Q1646106 Medicina
A Esclerose Múltipla (EM) pode ser definida como uma doença desmielinizante, autoimune e inflamatória do SNC. Nesse sentido,
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Tema central: A questão aborda conceitos essenciais da Esclerose Múltipla (EM): epidemiologia, genética, formas clínicas e critérios de surto, itens frequentemente exigidos em provas de concursos para Médico neurologista. Dominar esses pontos é fundamental, inclusive para diferenciar questões com dados epidemiológicos, conceitos fisiopatológicos e critérios clínicos padronizados pelas diretrizes brasileiras.

Análise da alternativa correta (B): A Esclerose Múltipla tem herança poligênica. Isso significa que vários genes estão implicados na suscetibilidade à doença, sendo o principal lócus envolvido o do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), especialmente o HLA-DRB1*15:01. Tal dado está respaldado por grandes estudos genéticos e corroborado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Esclerose Múltipla do Ministério da Saúde, o qual aponta a influência genética como fator de risco importante, centrado no MHC. Assim, a alternativa se encontra plenamente alinhada ao conhecimento científico atual.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada: O enunciado sugere 180:100.000 habitantes como prevalência, porém, o PCDT indica que no Brasil esse valor é cerca de 15:100.000 habitantes. Atenção ao número: prevalências elevadas como a descrita referem-se a países do hemisfério norte.

C) Incorreta: A forma mais comum de EM é a remitente-recorrente (EM-RR), presente em aproximadamente 85% dos diagnósticos iniciais (PCDT, seção "Formas clínicas"). A recorrente-progressiva é rara e representa menos de 5% dos casos.

D) Errada: Os surtos de EM são eventos de piora neurológica que devem durar pelo menos 24 horas (não 12) e há necessidade de um intervalo de 30 dias entre crises para caracterizá-las como surtos distintos. Essa exigência é baseada nos critérios diagnósticos internacionais e confirmada pelo PCDT.

Dica para prova: Fique atento a detalhes numéricos epidemiológicos e a distinções entre formas clínicas — são armadilhas comuns em concursos! Termos como “poligênico”, “MHC” e intervalos mínimos de tempo recorrentes nos exames evitam confusões em perguntas parecidas.

Resumo final: A alternativa B está correta por estar respaldada pelos principais protocolos nacionais e literatura internacional, especialmente quanto à genética da EM, enquanto as demais apresentam dados incompatíveis com as atuais evidências e diretrizes.

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A resposta correta para a questão é a alternativa B. A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença desmielinizante, autoimune e inflamatória do Sistema Nervoso Central (SNC). A prevalência de EM no Brasil é relativamente baixa, com um índice de 15:100.000 habitantes. A EM é uma doença complexa e multifatorial em que fatores genéticos e ambientais estão envolvidos. Estudos genéticos apontam para um modo de herança poligênico, sendo a região do complexo de histocompatibilidade humano o principal lócus associado à EM. Existem diferentes formas clínicas da EM, sendo a forma recorrente-remitente a mais comum. No comprometimento neurológico da EM, chamado de "surtos", não é necessário que a duração seja maior que 12 horas e o intervalo mínimo entre cada nova manifestação não precisa ser de 30 dias.

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