A Esclerose Múltipla (EM) pode ser definida como uma doença ...
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Tema central: A questão aborda conceitos essenciais da Esclerose Múltipla (EM): epidemiologia, genética, formas clínicas e critérios de surto, itens frequentemente exigidos em provas de concursos para Médico neurologista. Dominar esses pontos é fundamental, inclusive para diferenciar questões com dados epidemiológicos, conceitos fisiopatológicos e critérios clínicos padronizados pelas diretrizes brasileiras.
Análise da alternativa correta (B): A Esclerose Múltipla tem herança poligênica. Isso significa que vários genes estão implicados na suscetibilidade à doença, sendo o principal lócus envolvido o do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), especialmente o HLA-DRB1*15:01. Tal dado está respaldado por grandes estudos genéticos e corroborado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Esclerose Múltipla do Ministério da Saúde, o qual aponta a influência genética como fator de risco importante, centrado no MHC. Assim, a alternativa se encontra plenamente alinhada ao conhecimento científico atual.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada: O enunciado sugere 180:100.000 habitantes como prevalência, porém, o PCDT indica que no Brasil esse valor é cerca de 15:100.000 habitantes. Atenção ao número: prevalências elevadas como a descrita referem-se a países do hemisfério norte.
C) Incorreta: A forma mais comum de EM é a remitente-recorrente (EM-RR), presente em aproximadamente 85% dos diagnósticos iniciais (PCDT, seção "Formas clínicas"). A recorrente-progressiva é rara e representa menos de 5% dos casos.
D) Errada: Os surtos de EM são eventos de piora neurológica que devem durar pelo menos 24 horas (não 12) e há necessidade de um intervalo de 30 dias entre crises para caracterizá-las como surtos distintos. Essa exigência é baseada nos critérios diagnósticos internacionais e confirmada pelo PCDT.
Dica para prova: Fique atento a detalhes numéricos epidemiológicos e a distinções entre formas clínicas — são armadilhas comuns em concursos! Termos como “poligênico”, “MHC” e intervalos mínimos de tempo recorrentes nos exames evitam confusões em perguntas parecidas.
Resumo final: A alternativa B está correta por estar respaldada pelos principais protocolos nacionais e literatura internacional, especialmente quanto à genética da EM, enquanto as demais apresentam dados incompatíveis com as atuais evidências e diretrizes.
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