Homem de 66 anos, previamente hipertenso, tabagista, dislipi...

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Q1646100 Medicina
Homem de 66 anos, previamente hipertenso, tabagista, dislipidêmico e cardiopata, e infarto agudo do miocárdio há 2 meses, apresenta quadro súbito, há 1 hora, de hemiparesia completa e proporcionada à direita, afasia e com nível de consciência preservado. Diante do caso clínico descrito, quais condutas devem ser tomadas, na unidade de emergência?
Alternativas

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Tema central: O caso descreve um paciente com quadro agudo de hemiparesia proporcionada, afasia e fatores de risco cardiovascular, sugerindo fortemente um acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI). Tratar rapidamente um AVCI agudo é essencial para reduzir o risco de sequelas e mortalidade.

Justificativa da alternativa correta (B):
A realização de ecodoppler de carótidas e vertebrais visa identificar possíveis fontes embólicas extracranianas. Antiagregante oral (como ácido acetilsalicílico) é recomendado quando trombólise não está indicada ou possui contraindicação relativa, como é o caso desse paciente. Segundo o PCDT-AVCI-MS (página 24): “Indica-se antiagregante plaquetário quando trombólise não for realizada”.

Além disso, o paciente tem histórico de infarto agudo do miocárdio há 2 meses, o que representa uma contraindicação relativa à trombólise intravenousa, conforme mencionado nas diretrizes. O risco de complicações hemorrágicas é considerado elevado neste contexto (PCDT, critérios de exclusão para trombólise, pág. 19).

Comentário sobre as alternativas incorretas:

A) A tomografia sem contraste é obrigatória para excluir AVC hemorrágico antes de qualquer conduta terapêutica, porém não se pode afirmar que oxigênio não é necessário apenas porque o paciente está consciente, pois a oferta é indicada caso o SatO₂ esteja abaixo de 94% (UpToDate, 2023).

C) Hemograma e ECG são fundamentais na emergência: o hemograma auxilia na avaliação de causas secundárias e o ECG pesquisa arritmias (ex: fibrilação atrial), ambas vitais no manejo imediato do AVCI agudo.

D) Apesar de o paciente estar na janela terapêutica para trombólise, há contraindicação relativa (IAM recente). Seguindo a diretriz brasileira (PCDT, pág. 19): “Infarto agudo do miocárdio nos 3 meses prévios: contraindicação relativa à trombólise”. Portanto, trombólise não é a conduta inicial de escolha neste caso.

Estratégias para provas: Atenção a critérios de exclusão das condutas de emergência (como trombólise em situações de risco aumentado) e à solicitação de exames essenciais logo na admissão. O uso indevido da janela terapêutica como justificativa sem considerar contraindicações é uma comum pegadinha de prova.

Resumo: Solicitar ecodoppler cervical e iniciar antiagregante são as abordagens corretas diante da impossibilidade de trombólise, com refinamento do quadro vascular agudo.

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Comentários

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Diante do quadro apresentado, a conduta mais adequada é a alternativa B: requisitar o exame de ecodoppler de carótidas e vertebrais e prescrever antiagregante via oral. O paciente apresenta sintomas de um possível acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, que pode estar relacionado com a aterosclerose das artérias carótidas e vertebrais. Além disso, ele é cardiopata e hipertenso, o que aumenta o risco de complicações cardiovasculares. O exame de ecodoppler pode identificar a presença de placas de ateroma e avaliar a gravidade do quadro. A prescrição de antiagregante é importante para prevenir a formação de novas placas e complicações tromboembólicas. A trombólise endovenosa, alternativa D, só é indicada em casos selecionados, e deve ser realizada em tempo hábil, o que não é o caso deste paciente. A alternativa A é inadequada, pois a tomografia de crânio sem contraste não é capaz de detectar um AVC isquêmico recente, e a oferta de oxigênio pode ser necessária dependendo do estado clínico do paciente. A alternativa C é desnecessária, pois esses exames não são urgentes e podem ser solicitados em nível ambulatorial.

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