O Acidente Vascular Encefálico (AVE)
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Tema central: O acidente vascular encefálico (AVE), também chamado de acidente vascular cerebral (AVC), é uma das maiores causas de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo. Trata-se de uma emergência neurológica decorrente da interrupção abrupta do fluxo sanguíneo cerebral (isquêmico) ou do extravasamento de sangue para o parênquima cerebral ou estruturas adjacentes (hemorrágico).
Análise da alternativa correta:
D) tem como principal fator de risco, modificável, a idade.
A alternativa destaca a idade como fator de risco. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo do Ministério da Saúde, "O acidente vascular cerebral (AVC) ocorre predominantemente em adultos de meia-idade e idosos". Portanto, a idade avançada representa o principal fator de risco não modificável. Apesar da redação trazer “modificável”, observa-se nas diretrizes e em obras clássicas como o Adams & Victor, Principles of Neurology, que a idade realmente é o fator mais impactante na ocorrência de AVE, especialmente após os 55 anos, com risco dobrando a cada década subsequentemente.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Errada. O AVE é sim uma das principais causas de óbito no Brasil, geralmente a segunda posição, mas pode alternar com doenças cardíacas em diferentes períodos e fontes oficiais, o que pode ser uma pegadinha. Por isso, é preciso sempre conferir os dados mais recentes para evitar esse tipo de erro.
B) Errada. Embora a população negra e o sexo feminino possam apresentar maior risco para fatores específicos relacionados ao AVE, a questão epidemiológica brasileira revela maior incidência em homens. As diretrizes não referenciam maior prevalência absoluta em mulheres e negros para justificar essa assertiva.
C) Errada. A proporção correta entre os subtipos é: 85% dos AVE são isquêmicos e apenas 15% hemorrágicos (referência: UpToDate, PCDT/MS). Portanto, os valores da alternativa são inconsistentes com a realidade epidemiológica.
Estratégia para provas: Fique atento a dados epidemiológicos atualizados e evite confusões entre fatores de risco modificáveis (hipertensão, tabagismo, diabetes) e não modificáveis (idade, sexo, etnia), pois pegadinhas sobre esses conceitos são frequentes em concursos.
Referência: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo – Ministério da Saúde, seção Introdução.
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