Paciente do sexo masculino, de 30 anos, chega ao pronto-soco...

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Q1646098 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 30 anos, chega ao pronto-socorro, após ter ingerido bebida alcoólica, com cefaleia súbita unilateral, extremamente intensa, com localização temporal e periorbital D, associada a hiperemia conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal e agitação. A tomografia de crânio é normal. Qual a conduta inicial a ser adotada?
Alternativas

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Tema central: O caso descreve um quadro típico de cefaleia em salvas: dor unilateral intensa em região temporal/periorbital, sintomas autonômicos ipsilaterais (lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal) e agitação. Não há sinais de alteração estrutural à imagem (TC normal), reforçando a hipótese clínica.

Justificativa - Alternativa correta (D): A principal medida para abortar a crise aguda de cefaleia em salvas é a inalação de oxigênio 100% através de máscara facial não reinalante a 7-10L/min por 15-20 minutos. Segundo a literatura, esta terapia promove alívio rápido (em 5 a 20 minutos) em até 80% dos casos, é segura, eficaz e pouco invasiva.
De acordo com o Manual MSD para Profissionais de Saúde e revisões clínicas, essa é considerada a abordagem inicial padrão:
“Para interromper as crises, administrar triptano ou di-hidroergotamina parenteral e/ou oxigênio a 100% por máscara facial não reinalante.”

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Prescrição de sumatriptano: Embora sumatriptano subcutâneo seja altamente eficaz nas crises agudas de cefaleia em salvas, a oxigenoterapia tem menos efeitos adversos e é preferida como primeira linha quando disponível.

B) Uso de medicação injetável para alívio da dor: A alternativa é vaga e pode induzir a erro. Não especifica o medicamento (analgésico comum, opioide, AINE ou triptano). O manejo correto requer agente específico; opioides e AINEs não têm eficácia comprovada na crise de cefaleia em salvas.

C) Administração de indometacina: Pegadinha clássica! A indometacina é ineficaz para cefaleia em salvas, sendo indicada para hemicrania paroxística. O reconhecimento desse detalhe pode evitar erro na prova.

Estratégia de prova: Fique atento às características autonômicas acompanhando a dor súbita, unilateral e intensa. Tenha como prioridade a oxigenoterapia no manejo agudo e lembre-se: indometacina é útil para a hemicrania paroxística, não para salvas.

Referências: Manual MSD; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine. Diretrizes recomendam: “Oxigênio, fluxo ≥ 7L/min, por 15–20 minutos, é primeira escolha nas crises de cefaleia em salvas.”

Resumo: O tratamento inicial das crises de cefaleia em salvas é a inalação de oxigênio (D), conforme as principais diretrizes mundiais e nacionais.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa D, que indica a inalação de oxigênio em máscara facial de 7 a 10l/min como conduta inicial para o tratamento da cefaleia em salvas. A cefaleia em salvas é um tipo de dor de cabeça extremamente intensa e unilateral, que pode vir acompanhada de sintomas como hiperemia conjuntival, lacrimejamento e congestão nasal. O uso de oxigênio é eficaz para aliviar a dor em cerca de 80% dos casos, e seu efeito é rápido e seguro. A prescrição de drogas como o sumatriptano ou a administração de antinflamatórios não são a conduta inicial indicada para o tratamento da cefaleia em salvas.

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