O tratamento da Demência de Alzheimer (DA) fundamenta-se no uso
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O tema central desta questão é o tratamento farmacológico da Doença de Alzheimer (DA), uma patologia neurodegenerativa caracterizada pela deterioração progressiva das funções cognitivas. Compreender o tratamento envolve saber quais medicamentos são aprovados e eficazes para melhorar os sintomas e, potencialmente, retardar a progressão da doença, de acordo com diretrizes médicas estabelecidas.
Justificativa para a alternativa correta (B):
A alternativa correta é a B, que menciona as principais drogas para o tratamento da DA: rivastigmina, donepezil e galantamina. Estas medicações são inibidores da acetilcolinesterase e são amplamente utilizadas para tratar sintomas cognitivos em pacientes com DA leve a moderada. Elas funcionam aumentando a quantidade de acetilcolina no cérebro, neuroquímico que é geralmente reduzido em pessoas com Alzheimer. Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine e diretrizes da American Academy of Neurology, estas são as drogas de primeira linha.
Análise das alternativas incorretas:
A) Esta alternativa está incorreta porque menciona "inibidores do ácido acético-linesterase". O termo correto é “inibidores da acetilcolinesterase” (AchE), e sua função é justamente melhorar os sintomas da doença, ainda que não curem ou interrompam a progressão.
C) Memantina é utilizada na DA, mas a afirmação de que é usada apenas nas fases iniciais está incorreta. Na verdade, memantina é mais comumente utilizada para tratar estágios moderados a graves da doença. Ela age como antagonista dos receptores NMDA, ajudando a regular a atividade glutamatérgica e, assim, proteger os neurônios.
D) Aqui, a confusão está em pensar que rivastigmina e donepezil são de classes diferentes; ambos são inibidores da acetilcolinesterase. Usar dois medicamentos da mesma classe simultaneamente não é uma prática padrão, pois não oferece benefícios adicionais significativos e pode aumentar o risco de efeitos colaterais.
É importante lembrar que, apesar de as terapias farmacológicas não interromperem a progressão da DA, elas podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os sintomas durante o curso da doença.
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