Considerando o estado do coma, tem-se que:
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Tema central: A questão aborda a fisiopatologia do coma, exigindo do candidato conhecimento sobre os mecanismos neurais que sustentam o estado de consciência. O coma resulta da disfunção grave do sistema nervoso central, especialmente quando há prejuízo no sistema de ativação reticular ascendente (SARA) e nas conexões entre tálamo e córtex cerebral.
Justificativa da alternativa correta (C):
“A disfunção ou lesão das fibras de projeção retículo-talâmicas ou tálamo-corticais são elementos envolvidos na fisiopatologia do coma.”
Segundo o Manual MSD para Profissionais de Saúde: “Manter o estado de alerta requer a função intacta dos hemisférios cerebrais e preservação dos mecanismos de alerta no sistema de ativação reticular...” Ou seja, lesões que interrompem as vias entre o SARA (ramificações reticulares), o tálamo e o córtex podem comprometer profundamente o nível de consciência, levando ao coma. Esse é o conceito crucial exigido na alternativa.
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A: Incorreta, pois, apesar de lesões bilaterais extensas do córtex causarem coma, lesões unilaterais podem sim afetar o nível de consciência se provocarem extensa hipertensão intracraniana, efeito de massa ou herniação cerebral.
Pegadinha: Afirmar que só lesões bilaterais causam coma é um exagero clássico nessas provas.
Alternativa B: Errada! Em emergências neurológicas, a tomografia de crânio é o exame inicial de escolha, pois é rápida, acessível e eficaz para descartar causas estruturais agudas, segundo protocolos nacionais e internacionais. A ressonância magnética, apesar de sensível, não é o padrão-ouro inicial por questões logísticas e tempo no pronto-atendimento.
Alternativa D: Imprópria! A Escala de Coma de Glasgow serve como ferramenta de avaliação, não substituindo o exame neurológico completo. Além disso, a escala avalia abertura ocular, resposta verbal e resposta motora; postura no leito não é critério Glasgow e pode confundir o candidato atento aos detalhes.
Dicas para provas:
Leia atentamente buscando termos absolutos (“sempre”, “nunca”), confundações entre exames, e diferenças entre instrumentos de triagem e exame clínico.
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