O tratamento da nefrite lúpica depende não apenas de sua cl...

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Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2023 - EsFCEx - Oficial - Nefrologia |
Q2263448 Medicina
O tratamento da nefrite lúpica depende não apenas de sua classe histológica, mas também de sua expressão clínica. Considere a biopsia a seguir:

Hipercelularidade endotelial com 50% do total de glomérulo e acometimento segmentar. IF: full-house, com IgG, IgA, IgM e traços do complemento C1q, C4, C3.

A fim de evitar a progressão da doença renal crônica, qual seria o tratamento utilizado?
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Tema central da questão: Trata-se de nefrite lúpica, especificamente focando na definição histológica (classe III – proliferativa focal) e em seu tratamento medicamentoso com objetivo de evitar a progressão da doença renal crônica (DRC).

Justificativa para a alternativa correta (D):
A biópsia descrita apresenta proliferação glomerular segmentar em menos de 50% dos glomérulos (classe III), com padrão full-house na imunofluorescência, característico de lúpus. Segundo as principais diretrizes (KDIGO 2021; Sociedade Brasileira de Nefrologia; e Protocolo Clínico do Ministério da Saúde), o tratamento da nefrite lúpica proliferativa (Classes III e IV) se baseia em duas fases:

  • Indução: combinação de corticosteroides e imunossupressor (micofenolato de mofetila (MMF) ou ciclofosfamida) por 3 a 6 meses, reduzindo inflamação e prevenindo lesão irreversível.
  • Manutenção: MMF ou azatioprina, minimizando recidivas e as toxicidades.

Essas recomendações estão em harmonia com artigos de revisão (ex: UpToDate, KDIGO 2021), que descrevem melhora significativa da sobrevida renal quando utilizada abordagem combinada.
Por isso, a alternativa D é a correta.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: Descreve apenas os corticosteroides; porém, não é suficiente para formas proliferativas, pois monoterapia corticosteroide NÃO é padrão ouro em nefrite lúpica classe III.
  • B: IECA/BRA são importantes para controle da proteinúria, mas não são imunossupressores e não tratam a base imunológica da nefrite proliferativa; corticosteroide isolado é insuficiente.
  • C: A abordagem “discutível” não se justifica: há forte recomendação para IMUNOSSUPRESSÃO em classe III, e não apenas antiproteinúricos.
  • E: Antimaláricos, IECA/BRA e estatinas podem ser úteis como coadjuvantes, mas não substituem a imunossupressão em quadros proliferativos.

Dica para provas: Atenção a descrições histológicas (percentual de glomérulos acometidos) e ao termo “full-house” (lúpus)! Protocolos e diretrizes atualizadas (KDIGO, SBN, UpToDate, Harrison) são sempre referência em prova de nefrologia – procure reconhecer as fases de tratamento (indução e manutenção) nas questões de prática clínica.

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A resposta correta é a alternativa D, que sugere a utilização de corticosteroide e uma segunda droga, ciclofosfamida ou micofenolato de mofetila (MMF) durante 3 a 6 meses na fase de indução, seguido de MMF ou azatioprina na manutenção. Isso se deve ao fato de que a nefrite lúpica é uma doença autoimune que provoca inflamação e danos aos rins, portanto, o tratamento tem como objetivo controlar a resposta imune do corpo. Os corticosteroides são utilizados para reduzir a inflamação, enquanto a ciclofosfamida e o MMF são drogas imunossupressoras que ajudam a limitar a atividade do sistema imune. A manutenção com MMF ou azatioprina ajuda a evitar recaídas após a fase de indução do tratamento. As outras opções não propõem um tratamento tão abrangente, focado tanto na resposta imune quanto na prevenção de danos renais futuros.

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