O tratamento da nefrite lúpica depende não apenas de sua cl...
Hipercelularidade endotelial com 50% do total de glomérulo e acometimento segmentar. IF: full-house, com IgG, IgA, IgM e traços do complemento C1q, C4, C3.
A fim de evitar a progressão da doença renal crônica, qual seria o tratamento utilizado?
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Tema central da questão: Trata-se de nefrite lúpica, especificamente focando na definição histológica (classe III – proliferativa focal) e em seu tratamento medicamentoso com objetivo de evitar a progressão da doença renal crônica (DRC).
Justificativa para a alternativa correta (D):
A biópsia descrita apresenta proliferação glomerular segmentar em menos de 50% dos glomérulos (classe III), com padrão full-house na imunofluorescência, característico de lúpus. Segundo as principais diretrizes (KDIGO 2021; Sociedade Brasileira de Nefrologia; e Protocolo Clínico do Ministério da Saúde), o tratamento da nefrite lúpica proliferativa (Classes III e IV) se baseia em duas fases:
- Indução: combinação de corticosteroides e imunossupressor (micofenolato de mofetila (MMF) ou ciclofosfamida) por 3 a 6 meses, reduzindo inflamação e prevenindo lesão irreversível.
- Manutenção: MMF ou azatioprina, minimizando recidivas e as toxicidades.
Essas recomendações estão em harmonia com artigos de revisão (ex: UpToDate, KDIGO 2021), que descrevem melhora significativa da sobrevida renal quando utilizada abordagem combinada.
Por isso, a alternativa D é a correta.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Descreve apenas os corticosteroides; porém, não é suficiente para formas proliferativas, pois monoterapia corticosteroide NÃO é padrão ouro em nefrite lúpica classe III.
- B: IECA/BRA são importantes para controle da proteinúria, mas não são imunossupressores e não tratam a base imunológica da nefrite proliferativa; corticosteroide isolado é insuficiente.
- C: A abordagem “discutível” não se justifica: há forte recomendação para IMUNOSSUPRESSÃO em classe III, e não apenas antiproteinúricos.
- E: Antimaláricos, IECA/BRA e estatinas podem ser úteis como coadjuvantes, mas não substituem a imunossupressão em quadros proliferativos.
Dica para provas: Atenção a descrições histológicas (percentual de glomérulos acometidos) e ao termo “full-house” (lúpus)! Protocolos e diretrizes atualizadas (KDIGO, SBN, UpToDate, Harrison) são sempre referência em prova de nefrologia – procure reconhecer as fases de tratamento (indução e manutenção) nas questões de prática clínica.
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