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Paciente de 14 anos, previamente hígida, em menarca há um ...

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Q4192383 Medicina

Paciente de 14 anos, previamente hígida, em menarca há um ano, procura atendimento acompanhada da mãe por apresentar assimetria mamária importante desde o início do desenvolvimento puberal. Ao exame físico, observa--se mama direita com desenvolvimento Tanner V e mama esquerda com desenvolvimento Tanner II, sem nódulos palpáveis, sinais inflamatórios ou alterações cutâneas. Nega dor significativa. História familiar negativa para câncer de mama. Ultrassonografia mamária: tecido mamário presente bilateralmente, sem lesões focais. Avaliação hormonal normal.


Qual é a melhor conduta?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso mostra assimetria mamária puberal com tecido mamário bilateral, sem massa palpável, sem sinais inflamatórios ou alterações cutâneas, ultrassonografia sem lesão focal e avaliação hormonal normal; esse conjunto favorece variante benigna do desenvolvimento, cuja conduta inicial é observação clínica com acompanhamento.

Tema central: Assimetria mamária puberal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro descrito é compatível com assimetria do desenvolvimento mamário na puberdade, achado comum e geralmente benigno na adolescência. O enunciado afasta as principais causas que mudariam a conduta: não há massa palpável, não há sinais de processo inflamatório ou infiltrativo, a ultrassonografia não mostrou lesão focal e a avaliação hormonal foi normal. Como a paciente está em fase puberal ainda ativa, existe possibilidade de equalização parcial ou total com a progressão do desenvolvimento, o que torna a conduta expectante a melhor decisão inicial.
B
Errada
Está errada porque a ressonância magnética não se justifica sem hipótese estrutural específica a esclarecer. Com exame físico sem massa e ultrassonografia mostrando tecido mamário bilateral sem lesão focal, não há achado que sustente escalonamento diagnóstico. Pedir RM aqui representa excesso diagnóstico em cenário compatível com variante benigna do desenvolvimento.
C
Errada
Está errada porque não há endocrinopatia demonstrável. A avaliação hormonal normal afasta uma causa endócrina tratável, e assimetria mamária isolada do desenvolvimento puberal não é indicação de hormonioterapia. Prescrever hormônios nesse contexto seria uma intervenção sem base etiológica.
D
Errada
Está errada porque biópsia exige uma lesão-alvo suspeita clínica ou imaginologicamente. Não há nódulo, não há alteração cutânea suspeita e a ultrassonografia não mostrou lesão focal. Assimetria de crescimento, por si só, não fornece fundamento anatomopatológico para amostragem tecidual, tornando o procedimento invasivo e inadequado.
E
Errada
Está errada porque cirurgia corretiva imediata é prematura em adolescente ainda em desenvolvimento mamário. A base técnica é que, na assimetria do desenvolvimento, a correção definitiva tende a ser postergada até maior maturidade mamária, salvo circunstâncias específicas que não estão descritas no caso. Além disso, não há urgência oncológica, inflamatória ou funcional que imponha intervenção imediata.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de supervalorizar a magnitude da assimetria e os estágios de Tanner diferentes como se isso, isoladamente, provasse doença. O ponto decisivo é que a assimetria importante, sem massa, sem sinais locais, com ultrassonografia normal e hormônios normais, continua sendo mais compatível com assincronia benigna do desenvolvimento puberal.
Dica para questões semelhantes
  • Em adolescente com assimetria mamária, primeiro decida se há variante de desenvolvimento ou lesão estrutural; ausência de nódulo e ultrassonografia sem foco pesam a favor de variante benigna.
  • Hormonioterapia só entra quando existe causa endócrina definida; perfil hormonal normal desmonta essa linha de conduta.
  • Biópsia e ressonância precisam de alvo ou hipótese clínica concreta; exame mais sofisticado ou mais invasivo não substitui indicação médica.
  • Se a puberdade ainda está em curso e não há sinais de alarme, a conduta inicial tende a ser acompanhamento clínico, não correção definitiva imediata.

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