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Mulher de 47 anos, assintomática, sem história familiar de c...

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Q4192379 Medicina
Mulher de 47 anos, assintomática, sem história familiar de câncer de mama e sem outros fatores de risco conhecidos, procura consulta para orientação sobre rastreamento. Relata ansiedade em relação à doença e questiona se deve realizar mamografia anualmente.

Considerando as recomendações mais recentes do Ministério da Saúde no Brasil, é correto orientar a paciente a fazer
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é normativo: mulher assintomática, sem história familiar e sem outros fatores de risco conhecidos se enquadra em risco habitual; para esse grupo, o Ministério da Saúde orienta rastreamento mamográfico populacional com periodicidade bienal entre 50 e 74 anos, o que torna a alternativa C a correta.

Tema central: Rastreamento mamográfico populacional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque ressonância magnética não é o exame de rastreamento populacional para mulher assintomática de risco habitual. Pela base, no risco habitual o exame recomendado pelo Ministério da Saúde é mamografia; RM fica para situações específicas, sobretudo alto risco ou uso complementar. A alternativa erra o método e ainda desloca a lógica de alto risco para a população geral.
B
Errada
Está errada por dois desvios objetivos da diretriz oficial: periodicidade e faixa etária final. A recomendação ministerial vigente é bienal, não anual, e vai de 50 a 74 anos, não até 68. Portanto a alternativa conflita diretamente com o critério normativo pedido.
C
Certa
A alternativa C reproduz integralmente a estratégia oficial do Ministério da Saúde para rastreamento do câncer de mama em mulheres de risco habitual: mamografia a cada 2 anos na faixa de 50 a 74 anos. O enunciado caracteriza exatamente esse grupo, porque a paciente está assintomática e não tem fatores de alto risco. Como a pergunta exige a recomendação ministerial mais recente, o acerto depende de reconhecer simultaneamente o perfil de risco habitual, o exame indicado, a periodicidade bienal e a faixa etária de 50 a 74 anos.
D
Errada
Está errada porque mamografia anual a partir dos 40 anos não corresponde à recomendação do Ministério da Saúde para rastreamento populacional em risco habitual. A base destaca que essa confusão pode ocorrer por mistura com recomendações de outras entidades, mas a banca pediu especificamente a posição ministerial vigente, que não adota início aos 40 anos nem periodicidade anual.
E
Errada
Está errada porque confunde rastreamento com investigação diagnóstica. Rastreamento é feito justamente em pessoas sem sintomas; a presença de sintomas muda o cenário para propedêutica diagnóstica, não define a única situação em que mamografia tem indicação. Pela base, mulheres assintomáticas de risco habitual têm rastreamento indicado conforme a faixa etária e periodicidade oficiais.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a recomendação do Ministério da Saúde e outras recomendações brasileiras que podem sugerir início aos 40 anos, além de testar se o candidato distingue rastreamento em mulher assintomática de investigação de sintomas.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro classifique o risco: ausência de sintomas, história familiar e outros fatores de risco aponta para risco habitual.
  • Se a questão citar explicitamente Ministério da Saúde, responda pela diretriz ministerial vigente, não por recomendações de outras sociedades.
  • No risco habitual, confirme três pontos em bloco: exame = mamografia; periodicidade = bienal; faixa etária = 50 a 74 anos.
  • Não confunda rastreamento com investigação diagnóstica: sintoma muda o objetivo do exame.

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