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Q4192376 Medicina
Paciente de 57 anos, assintomática, realiza mamografia de rastreamento, que evidencia área de distorção arquitetural no quadrante superior da mama direita (BI-RADS 4C). Ultrassonografia evidencia área hipoecoica irregular correspondente. É submetida a core biopsy guiada por ultrassonografia. Resultado anatomopatológico: fibrose estromal e alterações benignas, sem atipias. O radiologista considera discordância radiopatológica.

A melhor conduta consiste em
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na lesão mamária BI-RADS 4C com distorção arquitetural e correlato ultrassonográfico irregular, o resultado benigno da core biopsy só poderia ser aceito se fosse concordante com a imagem. Como o radiologista apontou discordância radiopatológica, o laudo benigno não explica adequadamente a suspeita radiológica e não exclui falso-negativo; por isso, a conduta é obter diagnóstico tecidual definitivo por exérese cirúrgica.

Tema central: Discordância radiopatológica em lesão mamária suspeita
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A ressonância magnética não resolve a discordância radiopatológica nem substitui a necessidade de diagnóstico tecidual definitivo em uma lesão já classificada como suspeita.
B
Errada
Incorreta. Repetir core biopsy pode ser considerado em alguns cenários técnicos, mas, nesta situação de BI-RADS 4C com discordância radiopatológica já reconhecida, a melhor conduta é a exérese cirúrgica para evitar nova subamostragem.
C
Errada
Incorreta. Resultado benigno só é tranquilizador quando há concordância radiopatológica. Aqui a imagem é suspeita e o próprio enunciado informa discordância, então não cabe dar alta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a exérese cirúrgica é a conduta indicada quando há imagem de alta suspeição e core biopsy benigna discordante. No caso, BI-RADS 4C e a lesão irregular ao ultrassom exigem confirmação histológica adequada; como a biópsia não explicou a lesão, a excisão fornece o diagnóstico definitivo e evita manter um possível falso-negativo.
E
Errada
Incorreta. Seguimento em seis meses é incompatível com lesão de alta suspeição não explicada pela biópsia. A conduta deve resolver a discordância com diagnóstico imediato.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de valorizar o laudo benigno da core biopsy isoladamente ou de escolher outro exame de imagem, ignorando que o dado decisivo é a discordância radiopatológica em uma lesão BI-RADS 4C.
Dica para questões semelhantes
  • Em mama, laudo benigno de biópsia percutânea só encerra a investigação se for concordante com a imagem.
  • Se houver BI-RADS 4C com discordância radiopatológica, pense em falso-negativo por amostragem insuficiente.
  • Quando a suspeita radiológica permanece alta após core benigna discordante, a conduta deve buscar diagnóstico tecidual definitivo, não seguimento ou imagem adicional.
  • Não use a ausência de atipia como critério de segurança quando a amostra não representa adequadamente a lesão suspeita.

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