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Q4192372 Medicina
Paciente de 33 anos, G2P1, com 18 semanas de gestação, apresenta nódulo palpável em mama direita há dois meses, com crescimento progressivo. Ultrassonografia revela lesão sólida irregular de 2,5 cm (BI-RADS 5). Core biopsy confirma carcinoma ductal invasivo, grau 3, receptor hormonal negativo, HER2 negativo (triplo negativo). Exame clínico sem linfonodos palpáveis. Estadiamento sem evidência de doença a distância.

A melhor estratégia inicial de tratamento é
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Com 18 semanas de gestação, a quimioterapia já pode ser iniciada durante a gestação segundo a conduta oncológica para câncer de mama associado à gestação; além disso, o tumor é invasivo, grau 3 e triplo-negativo, o que indica necessidade de tratamento sistêmico precoce. Por isso, a melhor estratégia inicial é quimioterapia neoadjuvante.

Tema central: Câncer de mama na gestação
Análise das alternativas
A
Errada
Cirurgia durante a gestação é uma possibilidade técnica reconhecida, mas isso não a torna a melhor estratégia inicial neste caso. O dado decisivo é a necessidade prioritária de tratamento sistêmico precoce em tumor triplo-negativo e grau 3, já em segundo trimestre, quando a quimioterapia pode ser feita. A alternativa erra por confundir conduta possível com conduta preferível diante da biologia tumoral.
B
Errada
Aguardar o parto está errado porque posterga por meses o tratamento de uma neoplasia invasiva agressiva, apesar de já existir opção terapêutica aceita durante a gestação a partir do segundo trimestre. O erro médico é desconsiderar que o tratamento oncológico não deve ser adiado quando há possibilidade de iniciar quimioterapia com 18 semanas.
C
Certa
A alternativa correta se sustenta porque o enunciado traz uma gestante no segundo trimestre com câncer de mama não metastático biologicamente agressivo: carcinoma ductal invasivo, grau 3, triplo-negativo. Nessa situação, hormonoterapia e terapia anti-HER2 não se aplicam, e a quimioterapia citotóxica passa a ser o eixo terapêutico. Como após o primeiro trimestre a quimioterapia pode ser administrada durante a gestação, a neoadjuvância permite iniciar sem atraso o tratamento sistêmico de um subtipo com risco de doença micrometastática e crescimento progressivo, o que justifica ser a melhor estratégia inicial.
D
Errada
Radioterapia imediata durante a gestação é inadequada porque a radioterapia mamária deve ser postergada pelo risco de exposição fetal. Aqui o critério de exclusão é técnico e direto: a segurança gestacional que vale para cirurgia e, após o primeiro trimestre, para quimioterapia, não se estende à radioterapia.
E
Errada
Interromper a gestação não é etapa oncológica de rotina e não melhora automaticamente o prognóstico materno. A alternativa é eliminada porque, neste cenário, já há possibilidade de tratar o câncer durante a gestação; portanto, a interrupção não é requisito para iniciar manejo adequado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre "é possível operar" e "essa é a melhor estratégia inicial". O ponto decisivo não é a viabilidade da cirurgia, mas o fato de ser um tumor triplo-negativo, grau 3, em segundo trimestre, o que favorece início de tratamento sistêmico com neoadjuvância.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer de mama na gestação, primeiro localize o trimestre: após o primeiro trimestre, quimioterapia pode entrar no plano terapêutico; radioterapia, não.
  • Se o subtipo é triplo-negativo e de alto grau, pense em necessidade de tratamento sistêmico precoce, porque não há alvo hormonal nem anti-HER2.
  • Não marque cirurgia apenas porque ela é factível na gestação; compare com a necessidade oncológica prioritária do caso.
  • Interrupção da gestação não deve ser assumida como medida antineoplásica padrão.

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