Paciente de 42 anos, portadora de mutação em BRCA2, opta p...

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Q4192370 Medicina

Paciente de 42 anos, portadora de mutação em BRCA2, opta por mastectomia bilateral profilática. Exames de imagem sem lesões suspeitas.


Qual é a melhor conduta em relação à axila?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na mastectomia bilateral profilática, sem câncer de mama conhecido ou suspeita radiológica, a abordagem axilar não é indicada; a cirurgia axilar é reservada ao estadiamento/tratamento de neoplasia mamária comprovada ou suspeita.

Tema central: Abordagem axilar profilática
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Esvaziamento axilar é procedimento de maior morbidade e pressupõe indicação oncológica, como comprometimento axilar comprovado ou situação em que o manejo da axila seja necessário no contexto de câncer. Na mastectomia profilática com imagem negativa, não há doença conhecida ou suspeita que sustente essa intervenção.
B
Errada
Incorreta. A biópsia do linfonodo sentinela continua sendo método de estadiamento de câncer de mama, não procedimento rotineiro de cirurgia profilática. A presença de mutação BRCA2 aumenta risco futuro, mas não substitui evidência de neoplasia atual. Sem lesão suspeita no pré-operatório, a conduta de rotina permanece não abordar a axila.
C
Errada
Incorreta. Amostragem axilar também é uma forma de avaliação linfonodal e depende de indicação de estadiamento. O erro aqui não é apenas ser mais ou menos invasiva, mas faltar motivo médico para qualquer intervenção axilar quando não existe câncer conhecido ou suspeita radiológica.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, em cirurgia redutora de risco sem evidência clínica ou radiológica de câncer, não há indicação rotineira de procedimento axilar. Neste cenário, esvaziamento, amostragem e biópsia do linfonodo sentinela são métodos de estadiamento oncológico; como a paciente tem mastectomia profilática e imagem sem lesões suspeitas, a axila não deve ser abordada.
E
Errada
Incorreta. PET-CT é exame de estadiamento oncológico em contextos selecionados, não exame de rotina para definir conduta axilar em paciente submetida a cirurgia profilática sem lesão suspeita. Neste cenário, não há neoplasia conhecida ou suspeita que justifique esse exame.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre alto risco genético e câncer atual: ter BRCA2 indica cirurgia redutora de risco, mas não cria, por si só, indicação de estadiamento axilar. A palavra decisiva é "profilática" associada a imagem sem lesões suspeitas.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de decidir pela axila, defina se o cenário é profilático ou oncológico; a indicação muda completamente.
  • Procedimento axilar só faz sentido quando há câncer conhecido ou suspeita clinicamente relevante a ser estadiada.
  • Não aceite linfonodo sentinela, amostragem ou esvaziamento apenas porque a paciente tem mutação BRCA; risco futuro não equivale a doença presente.
  • Exames de estadiamento, como PET-CT, não substituem o critério básico de indicação oncológica.

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