Paciente de 51 anos, assintomática, realiza mamografia de ra...

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Q4192367 Medicina
Paciente de 51 anos, assintomática, realiza mamografia de rastreamento, que evidencia microcalcificações agrupadas no quadrante superoexterno da mama direita (BI-RADS 4). É submetida a biópsia assistida a vácuo (mamotomia), com retirada completa da área de micro calcificações (lesão estimada em 1,0 cm). Anatomopa tológico: hiperplasia ductal atípica (ADH), sem evidência de carcinoma. Controle radiológico pós-procedimento confirma ausência de microcalcificações residuais, com adequada correlação radiológico-patológica.

A conduta mais adequada consiste em indicar
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O dado decisivo é o baixo risco de subestimação: a ADH foi diagnosticada em mamotomia com retirada completa das microcalcificações, sem resíduo radiológico e com adequada correlação radiológico-patológica, o que afasta a obrigatoriedade de exérese cirúrgica. Como permanece sendo lesão de alto risco, a conduta adequada é seguimento clínico-radiológico com discussão de quimioprevenção.

Tema central: Conduta na ADH
Análise das alternativas
A
Errada
Ressonância magnética não é a conduta indicada nesse cenário. O caso já tem explicação radiológico-patológica adequada para a imagem suspeita, com remoção completa do alvo e sem resíduo. A RM não substitui seguimento nem atua como tratamento ou prevenção específica da ADH; também não há, na base, elemento de discordância diagnóstica, suspeita de doença oculta ou alto risco genético que a torne passo obrigatório.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o enunciado descreve um cenário de baixo risco de upgrade após biópsia percutânea: microcalcificações totalmente removidas por mamotomia, lesão pequena e concordância radiológico-patológica adequada. Nessa situação, pode-se dispensar a exérese cirúrgica. Além disso, a ADH é uma lesão de alto risco e marcador de maior risco futuro para câncer de mama, razão pela qual o seguimento clínico-radiológico pode ser associado à discussão/indicação de quimioprevenção, conforme perfil e elegibilidade da paciente.
C
Errada
Seguimento clínico e radiológico isolado fica incompleto diante do dado central de que a ADH é lesão de alto risco e marcador de aumento de risco futuro para câncer de mama. Como a questão oferece a possibilidade de associar quimioprevenção, essa passa a ser a opção mais adequada. O erro aqui é tratar a ausência de carcinoma no anatomopatológico como se encerrasse toda intervenção preventiva.
D
Errada
A incorreção está na exérese cirúrgica obrigatória. A base deixa claro que, embora ADH em biópsia percutânea classicamente motivasse cirurgia pela possibilidade de subestimação, esse enunciado constrói um cenário de baixo risco de upgrade: microcalcificações-alvo totalmente removidas, lesão pequena, sem resíduo e com concordância radiológico-patológica. Nesse contexto, a obrigatoriedade da cirurgia é afastada. A quimioprevenção, isoladamente, não salva a alternativa porque o erro decisivo é impor cirurgia onde ela pode ser dispensada.
E
Errada
Radioterapia é inadequada porque não há diagnóstico de carcinoma. ADH é lesão de risco, não neoplasia invasiva nem carcinoma in situ confirmado para justificar tratamento locorregional. Indicar radioterapia neste cenário contraria diretamente o dado anatomopatológico e expõe a uma conduta sem base oncológica no caso apresentado.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de aplicar a regra antiga de que toda ADH em biópsia percutânea exige exérese cirúrgica, ignorando os modificadores do enunciado — retirada completa das microcalcificações, pequena extensão e concordância radiológico-patológica — e também a tendência oposta de escolher apenas seguimento por não haver carcinoma, esquecendo a quimioprevenção.
Dica para questões semelhantes
  • Em ADH por biópsia percutânea, procure primeiro se há concordância radiológico-patológica e se a imagem-alvo foi completamente removida; isso define se a cirurgia é obrigatória ou pode ser evitada.
  • Não trate ADH como câncer estabelecido, mas também não a reduza a achado benigno sem consequência: ela é lesão de alto risco e marcador de risco futuro.
  • Se a alternativa trouxer seguimento associado à quimioprevenção em cenário de baixo risco de upgrade, ela tende a superar o seguimento isolado.
  • Sem carcinoma confirmado, descarte condutas de tratamento locorregional, como radioterapia.

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