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Paciente de 52 anos, pós-menopausa há cinco anos, IMC de 3...

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Q4192364 Medicina
Paciente de 52 anos, pós-menopausa há cinco anos, IMC de 30 kg/m2, sem terapia hormonal, realiza mamo grafia de rastreamento, que evidencia microcalcificações pleomórficas, finas, lineares e ramificadas, agrupadas em distribuição segmentar no QSL da mama esquerda (BI-RADS 5). Ultrassonografia sem correlação. Biópsia por estereotaxia: carcinoma ductal in situ (CDIS), grau nuclear alto, com necrose tipo comedo, ER positivo (80%). RM de mama: área de realce não nodular segmentar de 3,5 cm, sem outras lesões.

A conduta mais adequada consiste em indicar
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: CDIS puro, sem evidência de invasão, com lesão segmentar de 3,5 cm ainda passível de preservação mamária: a conduta padrão é cirurgia conservadora seguida de radioterapia, sem biópsia do linfonodo sentinela de rotina.

Tema central: Conduta no CDIS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa correta se apoia no tratamento local padrão do CDIS quando a lesão é ressecável com preservação da mama. O caso traz doença não invasiva confirmada em biópsia, com extensão segmentar de 3,5 cm e sem multicentricidade na RM, cenário compatível com cirurgia conservadora. Após essa cirurgia, a radioterapia adjuvante compõe a conduta porque reduz recorrência local. Como não há invasão demonstrada e a cirurgia planejada é conservadora, não há indicação rotineira de biópsia do linfonodo sentinela.
B
Errada
A alternativa erra em dois pontos. Primeiro, o enunciado não impõe mastectomia: a RM mostrou apenas área segmentar de 3,5 cm, sem outras lesões, e a base da questão considera a conservação mamária factível. Segundo, radioterapia após mastectomia simples por CDIS não é conduta rotineira. Embora o linfonodo sentinela possa ser lembrado quando se opta por mastectomia no CDIS, a combinação proposta fica globalmente inadequada porque parte de uma indicação não mandatória de mastectomia e ainda acrescenta radioterapia sem base nesse cenário.
C
Errada
Está errada porque não se trata mais de achado suspeito em rastreamento, e sim de neoplasia já confirmada histologicamente: CDIS de alto grau com necrose tipo comedo. Seguimento mamográfico semestral deixaria uma lesão intraepitelial comprovada sem tratamento local, o que contraria a conduta do CDIS confirmado.
D
Errada
Tamoxifeno não substitui a excisão do foco de CDIS. O fato de o tumor ser ER positivo permite considerar hormonioterapia como medida adjuvante de redução de risco em casos selecionados, mas não como tratamento isolado da lesão diagnosticada. O erro aqui é trocar tratamento complementar por tratamento definitivo.
E
Errada
Quadrantectomia com radioterapia está correta, mas a inclusão rotineira da biópsia do linfonodo sentinela está errada neste cenário. No CDIS puro tratado com cirurgia conservadora, sem invasão documentada, a avaliação axilar não é padrão. Alto grau, necrose tipo comedo e BI-RADS 5 podem aumentar a suspeita de upstaging, mas, pela base da questão, isso não basta para tornar o sentinela conduta obrigatória.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre CDIS de alto grau com microcalcificações muito suspeitas e câncer invasivo já comprovado. Isso leva o candidato a acrescentar linfonodo sentinela automaticamente ou a indicar mastectomia sem que o enunciado traga invasão ou impossibilidade de cirurgia conservadora.
Dica para questões semelhantes
  • Depois que a biópsia confirma CDIS sem invasão, a pergunta-chave é se a mama pode ser preservada com ressecção adequada; se sim, a base é cirurgia conservadora com radioterapia.
  • No CDIS puro, não indique linfonodo sentinela de rotina quando a cirurgia planejada é conservadora; ele é mais lembrado se houver mastectomia ou forte suspeita de invasão oculta.
  • ER positivo no CDIS não autoriza hormonioterapia isolada; terapia endócrina tem papel complementar, não substitui o tratamento local.
  • Não conclua invasão apenas por BI-RADS 5, alto grau ou necrose comedo; esses achados aumentam suspeição, mas a conduta da prova depende do que foi efetivamente demonstrado.

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