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Q4192357 Medicina
Em avaliação ambulatorial especializada, mulher de 49 anos, assintomática, realiza mamografia de rastreamento, que evidencia agrupamento de microcalcificações pleomórficas finas, em distribuição segmentar, ocupando 1,8 cm no quadrante superolateral da mama esquerda. A ultrassonografia não mostra nódulo cor relato. Foi submetida a biópsia percutânea guiada, cujo laudo revelou carcinoma ductal in situ, receptores hormonais positivos, sem evidência de invasão. Ao exame físico, não há nódulo palpável nem adenopatia axilar.

Qual é a conduta mais adequada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: CDIS sem invasão, localizado e sem adenopatia clínica deve ser tratado com cirurgia local definitiva, preferencialmente conservadora quando factível. No caso, a lesão é detectada por microcalcificações, mede 1,8 cm, não há nódulo palpável nem linfonodos suspeitos, e a biópsia confirmou carcinoma ductal in situ com receptores hormonais positivos; por isso, a conduta correta é ressecção segmentar com margens livres, seguida de radioterapia, com tamoxifeno adjuvante como opção em RH positivo.

Tema central: Conduta no carcinoma ductal in situ
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque propõe tratamento excessivo para uma lesão in situ localizada e sem adenopatia. O esvaziamento axilar não é indicado rotineiramente na ausência de invasão clínica/patológica, e a possibilidade de cirurgia conservadora afasta a necessidade de mastectomia radical modificada neste caso.
B
Certa
A alternativa B reúne a conduta adequada para este cenário. A ressecção segmentar com margens livres é compatível com CDIS localizado e passível de conservação mamária. A radioterapia após cirurgia conservadora reduz recorrência local e não deve ser omitida apenas porque a lesão é in situ. Como os receptores hormonais são positivos, o tamoxifeno pode ser usado como adjuvante para reduzir recorrência e novos eventos mamários, sem substituir o tratamento local.
C
Errada
Errada porque quimioterapia neoadjuvante não tem papel no CDIS puro sem evidência de invasão. Neoadjuvância é estratégia de doença invasiva em cenários específicos; aqui, o laudo histológico mostra neoplasia confinada aos ductos.
D
Errada
Errada porque transforma em regra o que é falso: no CDIS tratado com cirurgia conservadora, a radioterapia faz parte do tratamento padrão para reduzir recorrência local. O fato de ser doença in situ não justifica omissão obrigatória da radioterapia.
E
Errada
Errada porque hormonioterapia isolada não erradica o foco local de CDIS. Tamoxifeno pode ser usado como adjuvante em RH positivo para reduzir recorrência e novos eventos mamários, mas não substitui cirurgia nem o controle local definitivo.
Pegadinha da questão
A banca mistura dois desvios comuns: usar a palavra "carcinoma" para induzir conduta de câncer invasivo e usar o termo "in situ" para induzir omissão indevida da radioterapia ou até do tratamento local. Além disso, os receptores hormonais positivos testam se o candidato sabe que endocrinoterapia é complementar, não exclusiva.
Dica para questões semelhantes
  • Se a biópsia mostra CDIS sem invasão e a lesão é localizada, pense primeiro em tratamento local definitivo, preferencialmente conservador quando possível.
  • Após cirurgia conservadora no CDIS, radioterapia não deve ser descartada automaticamente por ser doença in situ.
  • RH positivo no CDIS aponta para hormonioterapia adjuvante, não para substituição da cirurgia.
  • Sem invasão e sem adenopatia clínica, não transfira para o caso condutas de câncer de mama invasivo, como quimioterapia neoadjuvante ou esvaziamento axilar rotineiro.

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