Para que se rompa a cadeia de transmissão das doenças sexual...
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Tema central: A questão aborda o controle da cadeia de transmissão das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), com ênfase na sífilis secundária. O reconhecimento de contatos e seu manejo correto são essenciais na estratégia de saúde pública e fundamental para o trabalho do médico urologista.
Justificativa da alternativa correta (D – 180 dias): Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, “as parcerias sexuais de casos de sífilis recente (primária, secundária ou latente precoce) podem estar infectadas, mesmo apresentando testes imunológicos não reagentes, portanto devem ser tratadas presumivelmente”. O protocolo define que, na sífilis secundária, devem ser considerados parceiros sexuais para comunicação todos aqueles dos últimos 180 dias.
Essa recomendação está baseada no longo período de incubação e alta transmissibilidade durante as fases primária e secundária da sífilis. O tratamento dos contatos dentro desse período é crucial para romper a cadeia de transmissão, mesmo na ausência de sintomas ou sorologia positiva.
Análise das alternativas incorretas:
- A) 30 dias / B) 60 dias / C) 90 dias: Todos esses períodos são insuficientes para abordar o tempo real em que ocorre a transmissibilidade da sífilis secundária. Considerando o ciclo biológico do Treponema pallidum e o período de incubação da doença, restringir a investigação a apenas 1 ou 3 meses deixa potenciais fontes de reinfecção sem rastreio adequado. As diretrizes nacionais e internacionais não recomendam intervalos tão curtos, pois aumentam o risco de falha do controle epidemiológico.
Estratégias para provas: Atenção a palavras-chave como "secundária" e ao pedido específico pelo período. Muitas vezes, bancas apresentam datas próximas ou confundem o candidato com pegadinhas – é essencial lembrar dos 180 dias (6 meses) padronizados em protocolos para sífilis secundária.
Diretriz: O Ministério da Saúde recomenda expressamente: “Os contatos de casos de sífilis secundária devem ser rastreados e tratados se identificados em até 180 dias antes do diagnóstico do caso índice.”
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