De acordo com Fleck e Kraemer (2017), o treinamento complex...

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Q4277417 Educação Física
De acordo com Fleck e Kraemer (2017), o treinamento complexo, ou de contraste de carga, envolve execução de um exercício de força, como o agachamento, seguido, após um curto intervalo, de um exercício de potência, como, por exemplo, o salto vertical (Fleck e Kontor, 1986). A sequência de exercícios pode consistir em uma ou múltiplas séries de exercícios de força e potência. Sobre o treinamento complexo ou de contraste de carga, é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Como o enunciado cobra a descrição de Fleck e Kraemer (2017), o critério decisivo é reconhecer a alternativa que corresponde à faixa de carga habitual e ao resultado experimental relatado; isso aponta para B.

Tema central: Treinamento complexo e potenciação pós-ativação
Análise das alternativas
A
Errada
O pareamento do treinamento complexo é força–potência, não força–flexibilidade. Além disso, a alternativa altera as cargas do exemplo da obra: são mais de 80% de 1RM no exercício de força e 30–45% de 1RM no exercício de potência, e não menos de 80% e 40–50%, respectivamente. Essas faixas pertencem ao exemplo citado, não constituem limites universais do método.
B
Certa
B apresenta corretamente o protocolo e o resultado experimental citado: após três séries de supino a 3RM, a velocidade do arremesso sentado de medicine ball aumentou significativamente em 8,3% com a bola de 4 kg, sem incremento significativo com a de 0,55 kg. Isso corresponde ao relato da referência sobre a PPA. A faixa de 3–5RM é de uso habitual, não uma condição obrigatória nem garantia de potenciação; também não se deve interpretar a ausência de significância com 0,55 kg como ausência absoluta de efeito.
C
Errada
A definição inicial de PPA está de acordo com a referência, mas a hipótese explicativa foi alterada: os autores mencionam possível adaptação neural de curto prazo, não de longo prazo. Trata-se de uma explicação proposta, não de um mecanismo definitivamente comprovado.
D
Errada
A alternativa troca por crônicos os efeitos e aumentos que o trecho cobrado caracteriza como agudos. O erro é a mudança do horizonte temporal da passagem, e não uma suposta impossibilidade de o treinamento complexo produzir ganhos crônicos.
E
Errada
Há duas inversões em relação à obra: a PPA pode ser mais evidenciada em músculos com elevada proporção de fibras tipo II, não tipo I; e os incrementos de força ou potência ficam mais evidentes após ações isométricas, comparadas às dinâmicas, e não o contrário.
Pegadinha da questão
C preserva a definição inicial e troca curto por longo prazo; D substitui agudo por crônico; E inverte tanto o tipo de fibra quanto a comparação entre ações musculares.
Dica para questões semelhantes
  • Em afirmações sobre treinamento complexo, confira se o pareamento permanece força–potência.
  • Diferencie os efeitos agudos associados à PPA dos ganhos crônicos de treinamento: trocar essa temporalidade altera a afirmação.
  • Ao avaliar um resultado experimental, confira protocolo, carga e significância; um resultado com determinada carga não autoriza generalização para outras.
  • Leia a direção das comparações: nesta referência, tipo II em vez de tipo I e ações isométricas em comparação às dinâmicas.

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