Um paciente do sexo feminino, sem patologias prévias, porta...

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Q4156887 Medicina
Um paciente do sexo feminino, sem patologias prévias, portador da doença de Dupuytren, apresenta uma deformidade de contratura de 30 graus da interfalangeana proximal (IFP) do quinto dedo e de 10 graus na metacarpo falangeana (MTC-F). Com base nos dados relatados, como proceder no tocante ao seu tratamento?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na doença de Dupuytren, a intervenção costuma ser indicada quando há contratura funcionalmente relevante, classicamente com MCF em torno de 30 graus ou mais, ou deformidade em IFP/PIP progressiva e incapacitante. Como o enunciado descreve MCF de 10 graus, IFP de 30 graus no quinto dedo e não informa limitação funcional importante, a conduta sustentada pela base é observação, não cirurgia obrigatória.

Tema central: Tratamento no Dupuytren
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui indicação cirúrgica à MCF, mas o valor informado é de 10 graus. O critério clássico citado na base é contratura da MCF em torno de 30 graus ou mais; portanto, esse achado não sustenta cirurgia.
B
Certa
A alternativa B está correta porque os achados do caso não impõem indicação mandatória de intervenção. A contratura metacarpofalangeana é de apenas 10 graus, abaixo do limiar clássico usado para considerar tratamento invasivo, e não há descrição de incapacidade funcional relevante ou de progressão que justifique cirurgia. Assim, a deformidade pode ser acompanhada.
C
Errada
Está errada porque amputação é procedimento ablativo desproporcional para o quadro descrito. Na doença de Dupuytren leve ou moderada, sem dedo não funcional, sem comprometimento extremo e sem cenário complexo descrito, não há base para indicar amputação.
D
Errada
Está errada porque sexo feminino não é critério autônomo de indicação cirúrgica nem garante resultado melhor e mais consistente. A decisão terapêutica depende do grau da contratura, da progressão e da repercussão funcional, não do sexo isoladamente.
E
Errada
Está errada porque desarticulação no nível da IFP é conduta mutiladora sem respaldo no cenário apresentado. A simples presença de contratura na IFP não justifica procedimento ablativo; isso seria incompatível com a proporcionalidade terapêutica exigida neste caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre presença de contratura na IFP e indicação automática de cirurgia, além do uso indevido do limiar clássico de 30 graus da MCF para um caso em que a MCF tem apenas 10 graus.
Dica para questões semelhantes
  • Em Dupuytren, confira primeiro se a MCF atingiu o limiar clássico de cerca de 30 graus; se não atingiu, a indicação invasiva perde força.
  • Não transforme contratura em IFP, isoladamente, em indicação obrigatória de cirurgia sem dado de progressão ou limitação funcional relevante.
  • Exclua alternativas ablativas quando o quadro não descreve comprometimento extremo, recidiva complexa ou dedo não funcional.
  • Não aceite sexo do paciente como critério técnico de indicação operatória se a base não o reconhece como decisivo.

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