Paciente em uso de aspirina 75 mg/dia para prevenção secundá...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Comentário de Gabarito – Manejo Perioperatório de Aspirina na Cirurgia Eletiva
Tema central: O tema central refere-se ao manejo da antiplaquetária aspirina em pacientes com indicação de prevenção secundária de eventos cardiovasculares (como pós-IAM) que serão submetidos a cirurgia eletiva (apendicectomia). O foco é o balanço entre risco trombótico e risco de sangramento no contexto cirúrgico.
Análise da alternativa correta (D):
Manter a aspirina na mesma dose, inclusive no dia da cirurgia é a conduta recomendada para a maioria dos procedimentos com risco moderado/baixo de sangramento, como a apendicectomia. Segundo a Diretriz de Avaliação Cardiovascular Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia 2024, “o uso de baixas doses de aspirina em pacientes submetidos a cirurgia não cardíaca deve ser baseado em avaliações individuais da relação entre benefício trombótico e risco de sangramento”. Para pacientes com alto risco cardiovascular, a suspensão da aspirina pode elevar significativamente o risco de novo evento trombótico perioperatório. A manutenção se justifica também pelo padrão do procedimento (baixo risco hemorrágico) e pelo caráter de prevenção secundária da aspirina, cujo benefício neste perfil supera o eventual aumento discreto do sangramento.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Iniciar clopidogrel 75 mg/dia: Não há indicação e nem respaldo em diretrizes para a troca rotineira da aspirina pelo clopidogrel nesse cenário, salvo situações específicas de intolerância, o que não é citado. Isso pode aumentar o risco de sangramento sem ganho para prevenção de eventos cardiovasculares.
- B) Retirar a aspirina 7 dias antes da cirurgia: Tal conduta eleva o risco de trombose e é contraindicada em pacientes com uso de aspirina para prevenção secundária (pós-IAM), especialmente em cirurgias de risco hemorrágico não elevado.
- C) Aumentar a dose de aspirina para 150 mg/dia: Não há evidência de benefício em dobrar a dose, apenas um aumento desnecessário do risco de sangramento perioperatório sem impacto favorável comprovado.
Estratégia de Prova: Ao ler questões desse tipo, avalie sempre o risco do procedimento versus o risco individual do paciente. Sinais como “prevenção secundária” e “histórico pós-IAM” são determinantes para priorizar a manutenção do antiplaquetário a não ser que o procedimento seja claramente de alto risco hemorrágico.
Em síntese: A aspirina deve ser mantida no perioperatório de apendicectomia em paciente pós-IAM, conforme diretrizes nacionais e internacionais. Essa conduta preserva a proteção cardiovascular e minimiza graves complicações trombóticas.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo