Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista, apresent...

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Q4156278 Medicina
 Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista, apresenta quadro de obstrução nasal à direita, sangramentos nasais recorrentes e dor facial há três meses. Na rinoscopia, nota-se abaulamento da parede medial do seio maxilar direito, com extensão para fossa nasal ipsilateral. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tomografia computadorizada com contraste dos seios da face mostra lesão expansiva de 2,5 cm no seio maxilar direito, com destruição da parede medial e extensão para fossa nasal, sem invasão da órbita, etmoide, septo, base do crânio ou tecidos moles da face. A biópsia incisional revela carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado.
Qual a melhor abordagem para o caso descrito?
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Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é a extensão anatômica do tumor primário: trata-se de carcinoma espinocelular do seio maxilar restrito ao compartimento medial, com destruição da parede medial e extensão para a fossa nasal, mas sem invasão da órbita, etmoide, septo, base do crânio ou partes moles da face; nessa situação, o tumor é ressecável e a melhor abordagem entre as opções é ressecção cirúrgica do compartimento medial, compatível com maxilectomia medial por via endoscópica.

Tema central: Ressecabilidade no seio maxilar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por excesso de radicalidade. Exenteração orbital só se justifica quando há invasão orbitária, o que é explicitamente negado pela tomografia. A destruição da parede medial do seio maxilar não equivale a invasão da órbita, e o enunciado também não traz extensão para outros compartimentos que imponha maxilectomia total obrigatória.
B
Errada
Está errada porque propõe quimioterapia neoadjuvante para um tumor já ressecável de início. O caso não mostra necessidade de redução tumoral para viabilizar cirurgia, nem cenário limítrofe de preservação orbitária ou de ressecabilidade duvidosa. Aqui, a anatomia favorece cirurgia como tratamento primário.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o enunciado descreve doença localizada no compartimento medial do seio maxilar, sem acometimento das estruturas cuja invasão mudaria a radicalidade cirúrgica ou favoreceria tratamento não cirúrgico definitivo. Em tumores sinonasais ressecáveis, a cirurgia é a base do tratamento local, e o comprometimento isolado da parede medial com extensão para a cavidade nasal sustenta maxilectomia medial, inclusive por via endoscópica em casos selecionados, desde que haja possibilidade de ressecção oncológica adequada.
D
Errada
Está errada porque radioterapia exclusiva não é a melhor abordagem inicial em carcinoma espinocelular do seio maxilar localizado e ressecável. A possibilidade de ressecção oncológica adequada coloca a cirurgia como tratamento de escolha do primário; a técnica de IMRT não muda esse princípio.
E
Errada
Está errada porque transfere indevidamente a lógica de preservação de órgão para um cenário em que ela não é a melhor estratégia. O tumor é ressecável por cirurgia conservadora regional, sem invasão orbitária ou de outra estrutura crítica que torne inevitável uma cirurgia mutiladora ampla. Portanto, quimiorradioterapia definitiva não é a melhor opção entre as oferecidas.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre destruição óssea da parede medial e doença localmente avançada que exigiria cirurgia radical ou tratamento não cirúrgico. O decisor real não é a presença de erosão óssea isolada, mas sim a ausência de invasão de órbita, base do crânio e partes moles faciais.
Dica para questões semelhantes
  • Em tumor do seio maxilar, decida pela extensão anatômica: órbita, base do crânio e partes moles faciais são os pontos que mais mudam a radicalidade.
  • Se o carcinoma espinocelular sinonasal é ressecável, a cirurgia costuma ser a base do tratamento do primário.
  • Não indique exenteração orbital sem prova de invasão orbitária.
  • Extensão para parede medial e cavidade nasal, sem acometimento de estruturas críticas, favorece maxilectomia medial, inclusive por via endoscópica em casos selecionados.

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