O tratamento da tuberculose é de alta eficácia, porém o fat...

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Q3256585 Medicina
O tratamento da tuberculose é de alta eficácia, porém o fato de necessitar de múltiplas drogas e tempo prolongado de administração reduz a aderência, principalmente nas populações de maior risco.
Assinale a alternativa correta a esse respeito.
Dados: R – Rifampicina; H – hidrazida; Z – pirazinamida; E – Etambutol, comprimidos com doses 150/75/400/275 mg, por comprimido por 2 meses na fase intensiva, e RH 150/75 mg na fase de manutenção.
Alternativas

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Tema central: Esquema terapêutico da tuberculose (TB) sensível, monitorização de resposta e critérios para suspeitar de resistência. O tratamento padrão é 2HRZE/4HR (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol na fase intensiva; rifampicina e isoniazida na manutenção), com ajuste por faixas de peso e supervisão da adesão. Fontes: Ministério da Saúde (MS), OMS, UpToDate, Harrison.

Alternativa correta: DJustificativa: Persistência de baciloscopia positiva no 5º ou 6º mês caracteriza falência do tratamento e impõe suspeita de TB resistente (solicitar cultura, teste de sensibilidade e revisar adesão). Além disso, cavitação associada a baciloscopia positiva no 2º mês indica alto risco de falha/recidiva e deve acender alerta para resistência, sobretudo se há boa adesão e ausência de eventos que expliquem má resposta. Diretrizes MS/OMS sustentam esses marcos temporais.

Análise das incorretas

A) Falso. O etambutol é predominantemente bacteriostático e serve para prevenir resistência quando a carga bacilar é alta. As drogas com maior potência bactericida precoce são a isoniazida e a rifampicina; a pirazinamida tem forte ação esterilizante sobre bacilos semidormientes em meio ácido. Referências: Harrison, UpToDate, MS.

B) Falso. Em HIV, o esquema padrão de 6 meses é mantido para TB pulmonar sensível, com início/otimização de TARV e suporte à adesão. Não se estende rotineiramente a segunda fase por HIV ou outras imunodeficiências. Extensões são exceção (ex.: TB meníngea ou osteoarticular), conforme MS/OMS.

C) Falso. O ajuste não se faz por único “corte de 50 kg”. As diretrizes usam faixas de peso com múltiplos degraus. Pelo MS/OMS, para RHZE 150/75/400/275 mg (fase intensiva), exemplos de faixas: ~20–35 kg: 2 comp; 36–50 kg: 3; 51–70 kg: 4; >70 kg: 5. A alternativa omite outras faixas e subdosaria pacientes >70 kg, além de não contemplar os <20–35 kg.

E) Falso. O regime de 6 meses visa eliminar bacilos persistentes/semidormientes (populações em ambientes ácidos/hipóxicos, com crescimento lento), alvo da ação esterilizante (principalmente da pirazinamida e rifampicina). Os bacilos intracavitários tendem a ter crescimento rápido inicial, mas o problema da recaída vem dos bacilos persistentes em nichos de difícil penetração medicamentosa. Fontes: OMS, Harrison, UpToDate.

Dicas de prova:

- Associe baciloscopia + no mês 5/6 a falência/suspeita de resistência.

- Lembre: isoniazida/rifampicina = bactericidas; pirazinamida = esterilizante; etambutol = protetor contra resistência.

- Memorize faixas de peso nas FDCs para evitar sub/superdosagem.

Referências: Ministério da Saúde – Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose (ed. recente); WHO Consolidated Guidelines on TB Treatment; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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